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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Solta-se a Palavra















Soltam-se rimas e poemas,
onde escrevo minhas emoções.
Definem-se temas,
em que relato sensações.

Soltam-se palavras, adjectivos e verbos,
que tentam transmitir estados.
Soltam-se pensamentos soberbos,
que roubo emprestados.

Soltam-se sensações que desconheço.
Sensações outras que havia abandonado.
Soltam-se palavras que ofereço,
num verso apaixonado.

Com as letras da palavra AMOR,
Escrevo poemas para te conquistar.
Com as letras da palavra DOR,
Escrevo doenças a não lembrar.

Soltam-se rimas e poemas,
onde relato  meus episódios.
Que no passado foram dilemas,
de que falo sem ódios.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Quero Gritar















Quero gritar bem alto,
aquilo que me vai na alma.
Dizer sem rodeios o que sinto.
Quero subir o planalto
e lá do topo com toda a calma,
poder gritar meu instinto.

Quero poder mostrar ao universo...
Quero escrever no céu azul...
Quero desenhar nas ondas do mar...
O sentimento  em que me disperso,
nas águas que rumam a Sul.
Com correntes onde não posso naufragar.

Quero que as flores oiçam minha voz.
Quero que as aves possam voar,
e levar nas suas penas a minha mensagem.
Quero que a tempestade feroz,
sem medo de abrandar,
anuncie a minha passagem.

Quero poder gritar e dizer,
tudo aquilo que imagino.
Quero mostrar ao mundo,
que tenho ter o prazer,
de falar do destino.
Mesmo que ele seja vagabundo.



Minha Luz















És a luz que invade o horizonte.
A cor que pinta de dourado,
o céu, onde desenho teu nome.
És a nascente e a fonte,
dum sentimento apurado
que  se marca com a fome.

És a água cristalina que desenha o rio,
e cai pela montanha virgem,
galopando montes e vales.
És a força da Natureza que aprecio,
e que leva na sua bagagem
dotes,  em que te equivales.

És terna e doce como o pólen.
És o mel da abelha selvagem,
que passeia pelo campo.
Conquistando as flores da primavera,
nessa sublime viagem,
que é iluminada pelo pirilampo

És simplesmente uma noite de luar,
onde as estrelas que brilham, conduzem
pelas galáxias e suas rotas.
És simplesmente uma estrela a brilhar,
onde os astros deduzem,
as tuas derrotas.




O Que Dizem as Palavras?













Nas palavras que o vento embala,
seguem rimas de paixão...
Que se dissipam no tempo!
Seguem versos do poema que cala,
o homem que abre seu coração,
com jogos em forma de passatempo.

Nas palavras que o Sol aquece,
com sentimentos e emoção,
há tristezas e alegrias.
Há palavras que o tempo não esquece,
nem apaga do coração,
de quem vive, de fantasias.

Nas palavras, que a manhã desperta,
com seus cantares e  as suas brisas,
constroem-se  romances e paixões.
Com palavras que o presente acerta,
escrevem-se histórias precisas,
com todo o  rigor e correcções.

Nas palavras que as nuvens escondem,
ocultam-se pensamentos e paixões.
Escondem-se desejos e vontades.
Escondem-se memórias que se diluem,
num passado de ilusões.
Em tempos que se dizem de saudades.





Conheço cada traço teu!


















Conheço cada traço teu!
Conheço teu sorriso enfeitiçado.
Conheço o sorriso que eu,
te roubei apaixonado.

Sorriso que me conquistou,
e contagiou o coração de felicidade.
Sorriso que me acordou,
para a tua realidade.

Sorriso que me fez sonhar,
com a esperança de te amar.
Sorriso que me deixa a divagar,
num sonho que vou acreditar.

Conheço cada traço teu!
Conheço a felicidade nos teus lábios,
quando sentes um beijo meu.
Que  roubo com movimentos sábios.

Conheço a força do abraço,
em que mergulhas com vaidade.
Conheço nas palavras que traço,
a certeza do teu amor e amizade

Reconheço na força que te aperta,
a intensidade da nossa nossa paixão.
Reconheço no desejo que desperta,
a mais verdadeira e pura satisfação.

Reconheço cada traço teu.
Reconheço teu sorriso.
Reconheço no coração que prometeu,
amar, o amor que preciso.
 .

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Mergulho no Luar

















Quero mergulhar no luar,
da noite quente.
Quero deixar-me levar,
pelo pensamento inconsequente.

Quero abraçar a lua,
com estrelas cadentes.
Abraçar uma vontade que é tua,
sem medos inconscientes.

Quero poder dizer-te ao luar.
Com todas as sílabas,
que o vento à de levar.
Palavras que ouves e te babas.

Quero nesse mesmo luar.
Construir com sonhos de verdade,
sentimentos de te encantar,
que apenas transmitem liberdade.

Meu Raio de Sol














Os raios do Sol, dourado,
indicam com seu brilho,
o teu olhar apaixonado.
Indicam no campo o trilho,
que meus lábios devem seguir.
Na esperança de encontrar,
teu amor a florir.

Nesses raios de Sol de ouro,
vejo o poder do teu coração.
Que desenha nas nuvens cinzentas,
mapas e registos do tesouro.
Onde guardas na tua paixão,
um amor que não inventas.

Com essa luz que pintas,
de dourado o mar...
Dissolves meu olhar tristonho,
com esse sorriso que fintas,
as alegrias de te amar,
iluminas o meu sonho.

Nas cores do Sol dourado!
Quero pintar os sentimentos,
que meu coração desenha.
Com o verso rasurado,
quero escrever os argumentos,
que validam a tua senha.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Mar Salgado














Mar salgado de lágrimas e saudade.
Mar que o vento do norte acaricia,
com ondas atrevidas de toda a liberdade.
Mar de sonhos e fantasia...

Onde as ondas rebentam em espuma,
e constroem castelos de areia.
Mar de brisa e bruma,
que nas dunas marcam sua epopeia.

Mar de viagens e descobrimentos.
Águas de aventuras e naufrágios.
Páginas de diários e tormentos,
de cavaleiros templários.

São os mares e os oceanos,
por onde navegaram marinheiros.
Amadores, seniores e veteranos,
com suas naus, e seus veleiros.










Origem do Fado
















O fado nasceu da saudade,
nasceu da fantasia e da vaidade.
Nasceu do marinheiro embarcado,
e do poema cantado.
Nasceu do mar de Portugal,
e do pescador ousado.

Nasceu em terras Lusas,
onde o poeta naufragado,
lutou contra mares e marés.
Lutou contra tempestades obtusas,
que o Neptuno embriagado,
inverteu em marcha a ré.

Oh fado...cantiga da saudade!
Onde o fadista canta e chora,
os versos que sua alma declama.
Oh fado...que exclama a verdade,
com temas que o coração ignora.
E sua  alma proclama...

Oh fado...que és cantiga e canção!
Oh fado... que és sentimento e paixão.
Fado que és poema e quadra.
Onde as rimas da tua razão,
se cruzam com toda a exactidão,
num contexto que se enquadra.



Adeus Tristeza


















Adeus tristeza, até depois...
Embala tua dor no passado.
Sente a força que sois,
nos versos em tempo acabado.

Adeus tristeza, até depois!
Parte nas lágrimas da saudade,
com temas que só nós dois,
podemos dar como verdade.

Adeus tristeza, até depois...
Adeus mágoa, até nunca!

Adeus sentimento ruminante,
que insiste em atrapalhar a digestão.
Adeus sentimento arrogante,
que nos leva à exaustão.

Adeus tristeza, que se dilui,
nas lembranças duma memória.
Onde o tempo não flui,
ao ritmo da história.




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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Aqueles que não sonham















Aqueles que não sabem, nem sonham,
como o sonho comanda a vida.
Não sabem, nem adivinham,
como a fantasia é construída.

Não sabem, nem relatam,
o verdadeiro poder do sonho.
Eles não sabem, nem sonham,
quanto o sono pode ser medonho.

Muito menos, eles sabem...
O que a noite pode esconder.
em todo mistério, que proíbem,
com noites por compreender.

Aqueles que não sabem, nem sonham
como o sonho comanda a vida.
Não sabem o que acomodam,
nas noites de insónia sofrida.

Não sabem até onde podemos viajar,
Não sabem até onde podemos ir.
Não sabem o que imaginar,
num sonho que deixamos partir.

Nas  horas que a noite me permite,
com sonos que a madrugada  furta.
Construo na verdade que se omite,
sonhos que guardo com vida curta.


Pedra Filosofal by Thomas




















Eles não sabem que o sonho.
É uma constante da vida.
Tão deserta e indefinida,
como numa música sentida.

Não sabem  que uma melodia cinzenta.
Em que desafinam no cântico,
com versos em tons pimenta,
são estrofes num tom semântico.

Eles não sabem que o sonho,
é uma constante da vida.
Onde o mundo tristonho,
reina de forma sentida.

Com melodias de encantar,
os poetas mais atrevidos.
Deixam seus versos brotar,
nos livros menos lidos.

Eles não sabem que o sonho,
é a maresia da noite por dormir.
Não sabem que as estrelas,
calam o silêncio por ouvir.

Eles não sabem que o sonho,
é pura realidade da escuridão.
Que esconde o mais medonho,
dos pensamentos de gratidão.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

No teu Poema













No teu poema,
cantas, ris e choras.
Voas  no tema,
que ignoras.

No teu poema existe,
um filho da canção,
do mar que insiste,
em calar a escuridão.

No teu poema...
Existe o grito e a dor.
Daquele que é o problema,
do silêncio imperador.

No teu poema...
Existe o silêncio dos versos.
Que cantam sem esquema,
melodias do universo.

È com esse poema,
que canto e grito.
É com esse tema,
que durmo aflito.

No teu poema existe o verso,
que acaricia a noite.
Existe o lado perverso,
da lua que diz, boa-noite.

Primavera












As gotas de água caiem,
melódica-mente nas folhas,
verdes da esperança.
Escrevem melodias que reflectem,
nas translúcidas bolhas,
matinais, versos de confiança.

Pelas folhas viçosas,
correm sinais da Primavera.
Correm dias de crescimento.
Crescem no campo histórias,
que o tempo e a atmosfera,
vai tornando em alimento.

São flores, pólens e frutos...
São raízes, caules e rebentos.
São plantas com contributos,
de floras com seus elementos.

São campos regados,
pelo inverno tardio.
Onde correm rios e riachos,
entre casas e casario.

Rios  que invadem o mar,
com sua força e bravura.
Rios que nos deixam navegar,
nas suas águas com aventura.






Voltei














Passados nove meses, regresso!
À escrita que abandonei...
Regresso de um processo,
que mesmo eu ignorei.

Regresso com vontade de expressar,
os pensamentos e as emoções.
Vontade de escrever e confessar,
todas as minhas convicções.

Regresso curado da dor,
que me  calou.
Regresso sem o rancor,
da vida que me falhou.

Regresso pronto para batalhas,
que posso perder ou ganhar.
Com conquistas e medalhas,
que não se deixam derrubar.

Minha Embarcação













As minhas mãos acariciam,
com todas as certezas.
As teclas dum piano que embalam,
os dedos e apreciam,
cheios de tristezas,
as notas que falam.

Meus pensamentos viajam...
à  velocidade da melodia,
que se faz esquecer o tempo.
Dissolvem-se nas nuvens que se abraçam,
sem medos da fantasia,
e histórias do pensamento.

Meus dedos pressionam e acariciam,
com gestos de carinho.
As teclas que debitam cânticos,
que fazem adivinhar e animam,
com seu toque baixinho.
Ritmos dos mais românticos.

É nas teclas do piano,
que mergulho nos meus sonhos.
É nelas que embarco,
nos pensamentos do quotidiano.
Embora que tristonhos,
é nelas que faço meu barco.



Minha Mãe














Um olhar terno e carinhoso,
com um coração enorme.
Que a torna impossível esquecer,
sempre com um amor amistoso.
Que envolve e absorve,
na sua capacidade de envolver.

Um coração capaz de suportar,
o peso de uma montanha.
Sem se quer, questionar a natureza.
Com, uma educação de invejar,
qualquer mulher com sua façanha.
Sua postura e sua pureza.

Capaz de enfrentar um exército,
mas frágil como uma pena.
Que se deixa levar pelo vento.
Lutadora incondicional  que  cito,
em toda e qualquer cena.
Que possa surgir no pensamento.

Paciente, meiga e atenciosa...
Humilde, com valores e princípios.
Que transmite inteligência!
Sempre preocupada e carinhosa.
Enchendo a alma de arrepios,
com a possibilidade da sua ausência.

Foste tu, minha querida...
Que me educou e ensinou,
a dar os primeiros passos.
Foi contigo, que passeei pela avenida,
de mão dada, que me apoiou.
Sem medo de cair nos teus braços.

És a mulher da minha vida.
És uma prova de amor.
És a razão do meu viver,
nesta caminhada ou corrida,
que por vezes é cheia de dor.
Mas que só tu consegues fazer esquecer.





Saudade












Partes à procura de alimento...
Para aqueles que mais amas.
Na bagagem, levas o pensamento,
que embalas e não reclamas.

Nessa bagagem que completas,
com esperanças e saudades.
Vão ainda memórias repletas,
de amor e  ansiedades.

Partes sem vontade de chegar,
nem medo de lutar.
Por sonhos que desejas alcançar,
para teus filhos alimentar.

Partes, com um aperto no coração.
Um nó, na garganta.
Que desarmas com a paixão,
dum olhar que encanta.

Um olhar, cheio de brilho.
Que se enche de ternura.
Olhar de um pai, que deixa um filho,
privado da sua ternura.

Esperando que voltes...















No espelho  da sala,
ficaram  as marcas do teu bâton.
Ficaram  sinais por apagar.
Sinais que o tempo não cala.
Com todo o seu dom,
que esquece sem lembrar.

No sofá da sala...
Ficou teu lugar vazio.
Esperando por ti...
Ficou uma voz que fala,
e que nunca partiu.
Ficou uma voz, que  nunca te ouviu.

Nessa mesma sala pintei...
Nas paredes do teu quarto,
as cores quentes  da saudade.
Tracei os traços que desenhei,
com sentimentos de verdade.

Nessa sala que falo,
recordo a nostalgia...
Recordo os momentos passados.
Recordo as noites que calo.
Recordo as noites de fantasia,
em versos de rimas tresloucados.


Quero ver...











Um dia quero olhar,
as estrelas a brilhar.
Quero nelas ver,
o brilho dos teus olhos.

Quero ver nelas a luz,
do teu coração.
Ver o olhar que seduz,
em toda a imensidão.

Quero olhar os astros,
e todo o sistema solar.
Onde as estrelas deixam lastros,
de fogo que as faz brilhar...

Quero o corpo que beijaste!
Quero o homem que tocaste!
Quero o rosto que acariciaste!
Quero o gesto que efectuaste!

Quero um dia teu olhar.
Quero um dia teu brilhar.
Quero nesse fogo que incendiaste,
O sonho que te faz divagar.


Soldados



Nas ruas que espalharam,
as flores da vitória, onde...
com batalhas, onde entraram,
e fizeram história.

Procuram-se hoje no chão,
respostas por entender.
De lutas que se fizeram em vão,
sem se conseguir compreender.

Lutas que marcaram o povo,
com sombras e magia.
Lutas que nada trouxeram de novo,
sem ser, um caixão de tábua.

Onde os pregos crivados,
marcaram a saudade.
Das tropas e soldados,
que partiram na eternidade.