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terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Na Lua
A Lua transmite saudade.
As estrelas, cantam as noites.
Os astros, indicam a verdade,
e relatam dias afoites.
Com o amarelo, pinto o luar.
Com os astros, pinto o universo.
Sem a lua, não podia duvidar,
dos sinais que dizem o inverso.
Com a lua que transmite,
a viagem pelos planetas.
Defino todo o convite,
que escrevo com canetas.
È na lua, que vejo teu olhar.
É nas estrelas, que busco certezas.
São nos astros que marco, amar,
sem receios e tristezas.
Gotas d' Orvalho
Por entre gotas de orvalho.
Que escorrem por folhas secas.
Construo sem trabalho,
rimas que roubo em bibliotecas.
Construo versos e poesias,
que relatam histórias.
Sem medos e ousadias,
onde, registo memórias.
Por entre gotas de orvalho.
Que traçam e se registam,
sem qualquer atalho.
Marco folhas que se conquistam.
São as gotas que marcam!
Com a sua cadência,
as rimas que relatam.
A tua existência.
Desejos
Nas águas que refletem,
o pensamento partilhado.
Corrêm sonhos que se repetêm,
e se prendem no desejo algemado.
Desejos algemados pela necessidade.
Algemados pela esperança.
Desejos de muitas verdades,
que desafiam a mudança.
Desejos que as águas destemidas,
levem consigo as ansiedades.
Que embarcam sentidas,
no tempo sem vaidades.
Desejos que todos queremos.
Com sede do amanhã.
Desejos que não vivemos,
nem confessamos à nossa irmã.
Fogo de Artifício
Os desenhos de fogo e luz.
Que rasgam as nuvens e o céu.
Espalham o olhar que traduz,
a esperança atrás do véu.
Espalham o olhar,
e a vontade de mudar.
Nunca deixando de acreditar,
que é possivel amar.
São os raios de luz....
Que escrevem no céu,
a vontade que seduz.
E se tira o chapéu.
São eles que marcam,
a mudança do Ano.
São eles que traçam,
destinos sem engano.
Convites
Desafias-me com convites,
que não acredito sinceros.
E se tornam dinamites,
que me destroiem severos.
Convites que me levam a sonhar.
Desejando poder acreditar,
nas vontades que me levam a lutar.
Por palavras que insisto duvidar.
Convites que em tempos desafiei.
Com esperanças que me iludiram.
Convites que nunca aceitei,
com pensamentos que me dividiram.
Convites, que desejo ouvir.
Da tua doce boca de mel.
Convites que me fazem partir,
desejando teu anel.
Mundo
Com pensamentos de esperança.
O povo embarca com fé.
No novo ano que sem confiança,
trás a dúvida que bate o pé.
Dúvida que se instala,
com certezas por viver.
Num Mundo que não se iguala,
com circunstancias do vencer.
No Mundo que teima e insiste,
dividir as classes sociais.
Num Mundo que persiste,
nas diferenças sem iguais.
Num Mundo que se apresenta,
sem leis e com injustiças.
Para todos aqueles que acrescenta,
um futuro com formas postiças.
O povo embarca com fé.
No novo ano que sem confiança,
trás a dúvida que bate o pé.
Dúvida que se instala,
com certezas por viver.
Num Mundo que não se iguala,
com circunstancias do vencer.
No Mundo que teima e insiste,
dividir as classes sociais.
Num Mundo que persiste,
nas diferenças sem iguais.
Num Mundo que se apresenta,
sem leis e com injustiças.
Para todos aqueles que acrescenta,
um futuro com formas postiças.
A Chuva leva...
A chuva que bate na janela,
sem medo do novo ano.
Que trás aquela,
mensagem sem engano.
Mensagem de esperança,
que traduz confiança.
Sem qualquer mazela,
que marca a sequéla.
Com a chuva que cai,
e apaga o passado.
Acredito na palavra que sai,
dum momento exitado.
Com as gotas que caiem!
Apago memórias do passado.
Sem as palavras que saiem,
esqueço o momento lembrado.
Luz
Foi a noite mais linda!
Aquela que deu mais luz.
Foi na noite que ainda,
te escrevi o verso que te seduz.
Nas estrelas que brilham,
estudo teus gestos.
Leio palavras que adivinham,
os teus protestos.
Foi na noite vadia!
Que despi minha alma.
Foi com toda a alegria,
que aceitei tua calma.
Foram noites e dias.
Semanas e tempestades.
Com diversas realidades.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Deixa-me
Deixa-me anotar a mensagem!
Registar a tua sinceridade!
Deixa-me contigo atravessar a margem,
que te leva com cumplicidade.
Permite-me invadir,
a essência dos teus sentimentos.
Deixa-me descobrir,
o que te dizem os momentos.
Deixa-me ouvir certezas,
criar e imaginar.
Sonhos que tive com fraquezas.
Deixa-me contigo, sonhar!
Deixa-me sonhar e acreditar.
Na mensagem que o vento,
desenha no tempo.
Deixa-me sentir que posso amar.
Permite-me que o silêncio,
das tuas palavras esquecidas.
Se façam entendidas.
Neste simples compêndio.
Onde registo, memórias.
Que escrevo a branco.
Em folhas que escrevo histórias,
dum livro que não lanço.
domingo, 23 de dezembro de 2012
No ar lascivo...
No ar lascivo beijos se vão dando.
Tu por onde passas o ar e o vento,
vais fazendo com brando movimento.
Aquilo que eu vou amando.
Nas palavras que o vento te rouba.
Seguem beijos de paixão.
Que cantam, numa voz rouca,
os sentimentos do teu coração.
Com teus brandos movimentos,
desenhas no céu a ilusão!
Com todos os argumentos,
que fazem viver esta paixão.
No ar lascivo beijos se vão dando.
Tu por onde passas, vais deixando,
sinais que eu vou abrançando.
Com a certeza que te vou amando.
Com teu olhar
Com o teu olhar,
sonhei e chorei!
Vivi e pensei amar.
Acarinhei e beijei!
Sem nunca acreditar,
que pudesses esquecer
as palavras que te jurei.
Com teu olhar...
Construí sonhos de embalar.
Com teu jeito de acarinhar!
Construí a vontade de sonhar.
Com teu olhar construi a vontade,
e esqueci a saudade.
Nesse mesmo olhar sem frontalidade,
descobri, a tua falsidade.
Com teu olhar me enganaste.
Com a tua frieza me feriste.
Com teu olhar, devastaste,
a esperança que me induziste.
Com o teu olhar...
Simplesmente conseguiste,
escrever o que não dizias.
Com palavras que me prometias.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Passeio pela Música
Minha mente, viaja,
pelas nas notas que se soltam,
dum piano que toca.
Com o tempo encoraja,
os dedos que se alinham,
nas teclas que o olho foca.
Por entre teclas vai saltando.
Para mundos incertos.
Onde só a certeza de ir tocando,
realiza desejos concretos.
Minha mente caminha.
Pelas pautas que desenham,
estradas sem infinito.
Onde a música se alinha,
e as notas se empenham,
em tocar o escrito.
Por entre teclas vai saltando,
nos poemas que elas gritam.
Onde o som vai tomando,
formas que agitam.
Minha mente passeia.
pela calmaria instalada,
no silêncio que toca.
Passeia pelo som que vagueia,
na sala enfeitada.
Pela melodia que se troca.
Minha mente viaja loucamente.
Sentindo o poder que a música,
exerce sobre si.
Seguindo atentamente,
o que dizem as leis da física.
Sobre piano que toca assim.
Sorrisos
As rajadas do vento forte,
que transportam teu aroma,
de sul para norte.
Fazem dele meu idioma.
Na brisa que fica.
Apanho sorrisos que o tempo,
não apaga ou modifica.
Com seu poder ou talento.
Com seu talento e manha!
Rouba beijos no ar.
Que guarda e entranha,
nos lábios por beijar.
Nas correntes que sopram.
Escondem-se sorrisos.
Que largaste e fugiram.
pelos campos indecisos.
Sorrisos que regam o campo.
Onde a flor brota.
Sorrisos que estampo,
no coração que se amarrota.
Sorrisos que fazem acordar,
as aves que dormem.
Sorrisos que fazem sonhar,
as águas que correm.
Sorrisos que navegam na corrente.
Sem medo de se perder.
No rio que corre fortemente
e não os deixa morrer.
Sorrisos que levam na mala.
Uma bagagem de esperança.
Sorrisos que lembram que amá-la,
é como a leveza da sua dança.
São Palavras
Palavras que se soltam,
ao sabor das melodias.
Palavras que voam,
pelo ar com as sinfonias.
Palavras que meu coração,
soma e reúne em pensamentos.
Palavras cheias de emoção,
que recordam momentos.
Palavras que te ocultei,
com sentimentos irreais.
Palavras em que não embarquei,
com recheios banais.
Palavras que não ouviste,
nos tempos ideais.
Palavras, que como viste,
não saíam naturais.
Palavras que cantavam,
lindas frases de amor.
Palavras que viajavam,
pelo teu corpo com calor.
Palavras que te defeniam,
com letras e poemas.
Palavras que te ofereciam
incertezas e dilemas.
Com palavras conquistei,
o teu coração e amor.
Com palavras imaginei,
uma vida sem dor.
Com essas mesmas palavras,
terminámos os sonhos.
Que ainda hoje agravas,
com teus desejos medonhos.
Palavras fortes e duras.
Que relatam o passado.
Sem ousadias futuras,
dum sentimento acabado.
Palavras que poderiam,
escrever com nostalgia.
Frases que se destruíram
de toda a morfologia.
Palavras que me fazem chorar.
Quando te escuto a relatar,
histórias que queria abandonar,
mas não consigo deixar de pensar.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Minha Alma Canta
A minha alma canta,
como nunca cantou.
Com suas palavras espanta,
quem diz que nunca amou.
Canta, como nunca cantou,
suas emoções e sentimentos.
Minha alma que encantou,
com palavras sem fingimentos.
Grita agora com força...
Versos que te marcaram.
Canta agora que nem orça,
que desafia mares que a assustaram.
A minha alma traça e canta!
Com pautas, poemas e notas,
escreve com confiança.
Melodias que embalam as gaivotas.
Gaivotas que levam a voz,
da alma que canta.
Que correm rios até a foz,
voando por onde encanta..
Na ponta dos meus dedos!
Agarro a tua mão com firmeza!
Entrelaço meus dedos nos teus.
Procuro neles a certeza.
De Deuses que são ateus.
Procurando nos dedos a paixão.
Descubro o pólen das flores,
que invade meu coração.
Com todas as tuas cores.
Descubro teus cabelos negros.
Que caiem sobre os ombros,
dissipando todos os segredos.
Que fazem das dúvidas, encontros...
Na ponta dos teus dedos...
Leio sinas e destinos,
que desenham enredos.
Com traços finos.
Pensamentos do Mal
Espreitam pela calada,
da noite como fantasmas.
Invadem a vida privada,
com ousadia e palmas.
Aplaudindo em tons festivos,
todos os movimentos inseguros.
Que transmitem alusivos,
estados de espíritos futuros.
Desafiam a estabilidade,
emocional do pensamento racional.
Acusam com certeza e verdade,
a mente que foge e hesita o mal.
Arriscam jogos de pensamentos,
que teimam resultados,
audazes com tormentos.
Resultados simplesmente errados...
Resultados, que mentes divinas,
receiam lutar e confrontar.
Evitando pensamentos traquinas,
que nos deixam a matutar.
São pensamentos que nos bombardeiam!
Ideias que não admitimos e nos iludem.
Desejos que escondemos e nos odeiam,
com memórias que nos incutem..
Meu cálice
Misturo paladares e sabores,
tons de tintos e castas.
Acrescento uma pitada de amores,
que contam histórias vastas.
Com rolhas de cortiça!
Faço embarcações que se afundam.
Nos copos que a sede atiça,
escondo mistérios que abundam.
Com as mágoas que afogo,
no cálice que se enche.
Procuro a chama e o fogo.
De uma vida que não me preenche.
Na garrafa que fica vazia!
Envio mensagens de esperança.
Com desejos de alegria,
que esperam a mudança.
domingo, 28 de outubro de 2012
Quem Sou!
Quis saber quem sou?
Saber o que faço aqui?
Saber quem me abandonou?
Saber de onde vim?
Viajei no tempo para entender.
De onde vem a ausência.
Que não consigo compreender.
Neste estado de demência.
Por entre rios do passado.
Montanhas da vivência,
vou escalando o destino traçado.
Com toda a clarividência.
Mas será que viajando no tempo,
que o relógio roubou.
Irei aprender o ensinamento,
que o futuro me reservou?
Precisaremos do passado, para viver,
de forma triunfante o futuro?
Ou estaremos apenas a resolver,
um inigma que nos é duro?
No teu Poema
No teu poema existe um verso,
que canta a melodia.
Que corre e invade o universo,
com saudade e melancolia.
Existe a esperança acesa,
que espera sua sorte.
No teu poema à a certeza,
da vida e da morte.
Que aguarda na varanda,
pela luz do dia.
Existe a voz que propaganda,
a esperança e a profecia.
No teu poema existe a noite.
Que adormece a dor.
Existe o relógio com meia-noite,
que marca o calendário a rigor.
No teu poema existe a esperança.
Que sai pela janela aberta.
Esquencendo sem lembrança,
o amor que o coração aperta.
Nesse poema que tu gritas,
e cantas a sina de quem nasce.
No teu poema onde obrigas,
que a dor se afaste.
Papel e Caneta
Com folhas e papel.
Faço aviões e barcos.
Que navegam como batel,
cruzando mares, rios e charcos.
Onde pilotos e comandantes,
viajam pelo passado.
Com fé e confiantes.
Com canetas e lápis.
Faço prosas e poemas.
Que contam histórias reais,
de variados temas.
Histórias que levam consigo,
memórias e certezas.
Num tempo que não preciso
Com palavras e frases.
Construo sonhos atrevidos.
Que por vezes audazes,
relatam sonhos vividos.
Sonhos em que adormeci,
sem noção do tempo.
Mas que não esqueci.
Com sílabas e letras.
Faço jogos de desafio.
Que escondem vogais obsuletas,
que não leio ou balbucío.
Jogos que se adivinham,
com poucas palavras.
Que se trocam e desalinham
Com papel e folhas.
Canetas e lápís.
Faço as escolhas,
que escrevo em jornais.
Escrevo desejos do futuro,
memórias dum passado.
Que por vezes saturo.
Minha Sombra
É tempo de começar.
Tempo de mostrar teu rosto.
Tempo de tomar teu lugar.
Em cada movimento teu.
Em cada universo.
Quando te sentes só, eu,
escrevo o verso,
que teu coração, não esqueçeu.
Não te sintas só.
O sol brilha uma luz em mim.
Brilha mesmo no espelho com pó.
Irá também brilhar em ti.
Brilhar a mesma luz.
Que marca minha sombra em ti.
e teu caminho sem fim.
Nela verás meu olhar.
Que espreita e espera.
Verás que te posso amar.
Se quiseres acreditar,
que vives num mundo á parte.
Que pequenas coisas fazem lembrar,
que amor não é minha arte.
Deixa-me fazer brilhar,
a luz que nasce ao amar-te.
Só o brilho que há em mim,
que brilha na luz.
Haverá de brilhar em ti.
Só assim verás minha sombra,
em cada parede.
Que reflecte meu olhar.
Só assim verás a obra,
que construo sem rede,
e arrisco fazer desmoronar.
Brilha uma luz em mim.
Brilha uma luz,
que brilhará em ti.
Quando a tua espada,
estiver contra a parede.
Não mostrarás nenhum receio.
Correndo armada,
ninguém te impede,
de lutar pelo que creio.
É tudo que te peço,
minha sombra minha estrela.
Que sigas o mesmo caminho.
Pois não te impeço,
que sofras a amolgadela,
que adivinho.
Pois correndo sem tempo.
Nunca iremos chegar,
em simultâneo momento.
Inspirado em «My Shadow» Keane.
Teu Coração Adormeceu
A noite está a chegar!
Com ela, os sonhos a acordar.
Que sonham a fantasiar,
com teus lábios a me beijar.
Na noite que chega,
minha alma te abraça.
Procurando sorriso que aconchega,
toda a tristeza ou desgraça.
Com as nuvens dos sonhos,
pinto de branco a paixão.
Com passados risonhos,
escrevo letras de sedução.
A noite está a chegar!
Com toques leves e doçes,
tento em teu coração despertar.
Sentimentos que não são precoçes.
Mas teu coração adormeceu!
Teimando não acordar.
Perante amor que não esqueçeu,
e que ainda é possivel amar.
Obvio ou estranho?
Poderei contar as estrelas...
Viajar nas galáxias do universo?
Sem querer tê-las,
de modo preverso?
Poderei beijar a lua?
Apalpar as plantas?
Sentir a tua pele nua,
e ver como encantas?
Poderei ir onde acredito?
Certamente se confiar,
poderei chegar ao infinito.
Sem receios de falhar.
Hoje sei que podia e posso!
Sentir todas as emoções.
Sem medo de mergulhar no fosso,
e no mundo das lamentações.
Para tal! Basta confiança,
respeito e honestidade.
Conservando a liderança,
que nos define a identidade.
E que construindo numa base,
forte todas as ligações.
Não vou esquecer que uma fase,
dificil pode destruir ilusoes.
.
Amor que me Entrego
Amor que me entrego!
Coração que chora.
Com lágrimas, rego,
a face a qualquer hora.
Amor que me entrego!
Tristeza que se ancóra.
Amor que pego,
na alma, se evapora.
Com os sentimentos deste amor,
agarro as partículas desta paixão.
Que se desintegram sem dor,
neste mar de destruição.
Amor que me entrego...
De peito, desafiando as forças.
Com as quais luto que nem Grego,
que desafiam aquilo que troças.
Amor que procuro entregar-me,
sem questionar a voz da razão.
Com sentimentos a desafiar-me,
o que me diz o coração.
Será este amor?
Destino, rota ou porto.
Para este barco a vapor,
que me transporta morto?
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