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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Amendoeiras em Flor
Branca como a neve de Inverno,
pinta os campos ainda despidos.
Aos poucos vai vestindo a cor,
branca do leite materno.
Vai passeando pelos campos corridos,
dando depois a folha e antes a flor.
São flores e são brancas!
Outrora plantadas por Reis.
Seu passado é antigo e vivido.
Suas pétalas ás abelhas são francas,
dando depois o fruto que colheis,
com trabalho pouco querido.
Nelas crescem as flores sem folhas!
Cresce a esperança do agricultor.
Que espera colher arrobas...
Cresce o desejo de grandes recolhas.
Que do Sol fazem seu esplendor,
esquecendo as Alfarrobas.
O horizonte do Algarve, pintam!
Tingindo sua paisagem linda.
Fazendo do verde o branco,
que vai abafando os troncos que gritam,
pela chuva não vinda.
Num Inverno que foi brando.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Pretérito Imperfeito
Como se o passado, me chamasse...
Tentando me dizer e indicar.
O caminho, como se este me abraçasse.
Tentando indicar como te acariciar.
Perdi-me no passado,
que me envolveu e fez sonhar.
Agarro-me desesperado,
à ideia de te encontrar.
Quero, preciso e vou-te abraçar.
Vou beijar novamente,
teus lábios e neles divagar.
Com o passado e futuro envolvente.
Nas rimas de ontem, vou escrever.
A mágoa que não vivi.
Nos versos de hoje, vou viver,
os dias que por ti sofri.
Gaveta das Recordações
Na gaveta das recordações,
procuro um olhar teu.
Remexo e revolto o passado,
procurando encontrar emoções.
Num mundo que já foi meu,
agora é apenas relembrado.
Relembro dias de pasmaceira,
outros de momentos a dois.
Muitos outros de felicidade,
procurando justificação para asneiras,
que partilhámos entre sois.
Num mar de simplicidade.
Na gaveta das recordações,
encontro lágrimas de saudade.
Que escorrem sem pena ou dó,
pelos rostos e pelos corações.
Que agora vivem na igualdade,
fazendo do amor, simples pó.
Lágrimas que caem e escorrem.
Sem nunca antes terem pensado,
na razão que o amor as dividiu.
Gotas de suor da alma, escorrem...
Deixando o destino cansado,
de um dia que nos uniu.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Adeus para sempre...
Vou escrever para ti, o mais lindo!
A mais bela, das poesias existentes.
As palavras mais doces...
O meu coração irá fluindo,
todos os dias e para sempre,
o sentimento de sabor agri-doce.
Foste história, livro e memória.
Sempre te idolatrei como rei.
Mostraste-te-me o que é o amor.
Fizeste e marcaste minha história.
Contigo e por ti, sonhei...
Mesmo em noites de dor.
Já sinto saudades das tuas mãos,
calejadas pelo tempo.
Magoadas pelo trabalho.
Sinto saudades dos teus irmãos,
que me ensinaste a amar, atento.
Sinto saudades do teu atalho!
Caminharás a meu lado,
de mãos dadas comigo.
Estarás sempre na posição superior.
Sempre que seguir errado,
no caminho que prossigo.
Serás sempre meu astro mor.
Dedicado ao meu adorável Avô, que partiu hoje 24/01/2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
Meu Quarto
Neste quarto, cheio de solidão,
procuro na folha de papel.
Uma forma de encher meu coração.
Uma forma de desenhar a pincel.
Solta-se a voz e o respirar...
Abre-se o acreditar e a esperança.
Abandona-me o meu olhar,
deixa-me para lá de mim, a confiança.
Neste quarto, pintado de tristeza.
Desenho nas suas paredes,
com tons e traços de frieza.
Pensamentos que já não entendes.
Podes ver chorar, no meu peito!
As lágrimas na face a caírem.
Neste quarto onde me deito,
escrevo sentimentos a partirem.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Quero Sonhar.
Sou Sol, lua e astro.
Sou gente, pessoa e sentimento.
Gente que pensa ao luar.
Pessoa que não vive de arrasto.
Gente que sofre vivamente,
a distância de um olhar.
Sou Sol, que se confunde no dia.
Sou Luz, que se confunde na noite.
Sou sentimento que escapa da emoção.
Sou sonho, filho da fantasia,
que faz sorrir a Lua que pernoita,
no céu da paixão.
Se fosse o Sol, brilhava!
Da lua, fazia teu olhar.
Se fosse gente, imaginava,
o que é viajar neste ar.
Que me guia pelo imaginar,
de uma mente, que já não sonhava.
Terei parado de sonhar?
Serão meus sonhos ficção?
Meu olhar, à distancia do acreditar,
procura formas de encontrar.
Respostas para gritos de acção.
Sem nunca esquecer amar.
Quero beijar, como quem brilha.
Quero abraçar a lua...
Que abraça e enfeitiça.
Quero ser mãe e filha.
Ser a roupa da tua pele nua.
Ser a tua areia movediça.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Fado da Vida
Será este ar, este cheiro?
Que me faz andar assim!
No tempo que parte pelo mar,
nos dias que vão pelo Janeiro.
Uma lágrima parte de mim.
Nos instantes repetidos pelo tempo,
nas noites em que a noite, não tem fim.
Uma estranha vontade me afronta,
com tempestade este pensamento.
Que há muito, deixou assim...
Verdadeiramente a vontade pronta.
Emociono-me, fico triste.
Canto com a esferográfica,
o fado da escrita.
Meu corpo, foge de mim,
escapa-se entre as sombras.
Escondendo-se no escuro do luar.
Procurando sem fim...
O espaço que assombras,
nesta minha maneira de amar.
Emociono-me, fico triste.
Canto com a esferográfica,
o fado que canta, quando partiste.
Saltando de estrela em estrela!
Passeio, nadando entre as estrelas.
Saltito entre o brilho de cada uma.
Pelo meio vou mergulhando no vazio...
Ai....!As histórias da vida, não vou escondê las.
Vou fugir sim delas, como uma Puma,
que salta e atravessa o mar bravio.
São histórias e memórias...
Momentos, dias ou horas.
São simples registos de histórias!
Vivendo um momento de ilusão.
Um desejo ardente de ti.
Enterro-me na terra fria.
Que faz vibrar o meu coração,
enterro a vontade, que faz de mim,
viver em perfeita harmonia.
Já não posso viver assim...
Meu mundo lá fora, acordou!
Entendeu que sem ti...
Não faz sentido, um não, ou um sim.
Este pensamento, que me abalroou.
Fez-me sentir fora de mim.
São histórias e memórias...
Momentos, dias ou glórias.
São simples registos de histórias!
Com tanto salto, entre os astros.
Meu ser vai divagando na paixão.
Vou reemergindo da queda fria.
Vou subindo aos mastros,
que viram, norte, sem questão.
Com tudo isto, o preço é Alegria.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Avô
Impotente vejo o olhar de tristeza,
vejo um rosto consumido pelo tempo.
Poucas são as palavras, já com clareza.
Poucos ou muitos são os dias de sofrimento.
Dias que contam uma história.
Décadas que espelham a luta.
Momentos já poucos são, com memória.
Mas que marcam sem dúvida absoluta.
Marcam a a vida de duas gerações!
A minha e a dos meus progenitores.
Marca e enche um rio de emoções,
desgastadas pelas rimas dos escritores.
De quem falo, ou escrevo?
Falo do homem mais sábio!
Que conheci, sem saber escrever.
Daquele que fazia contas sem,
os números conhecer.
Cada vez que parto, a certeza é maior!
A angústia de não te voltar a ver,
cresce, e cada vez é pior.
O medo é enorme o que tenho de te perder.
Falo de ti, meu avô!
O homem que me ensinou,
que me deu carinho e abraçou.
O mestre que o campo cultivou.
Para que sintas, que nunca te abandonei! 08/01/2012
Ficção ou realidade!
Com letras me preenches.
Com palavras me seduzes.
Com teu imaginário sorriso, me enches!
O coração de esperança e luzes.
Luzes que brilham na escuridão.
Sentimentos que florescem na luz.
Assim vai meu coração,
nesta simples odisseia que te seduz.
Ès criação do imaginário,
realidade de uma história.
És a escrita do meu diário,
és a criatividade da minha memória.
Não sei, nem conheço teus traços.
Muito menos teu cheiro ou aroma.
Mas és desejos de amassos,
desejo de sentir teu idioma.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Dá-me...
Abraça-me, dá-me!
Ama-me e beija-me.
Envolve-me com um beijo.
Toca-me com a respiração.
Fecunda-me como quem não aleijo,
e sente sem um pestanejo.
Não te peço mais, nem mendigo,
mais a lua que te ilumina.
Não quero mais, a luz dum astro,
que não reconheço no que digo.
Muito menos a pólvora que fulmina,
minha alma sem receio ou arrasto.
Deixa-me voar contigo e tocar!
As nuvens bem lá no alto.
Quero contigo, sonhar...
Contigo o mundo abraçar.
Sem medo da queda ou ressalto,
que meus receios, possam abafar.
Sentirei cada gesto.
Amarei cada movimento.
Esquecerei a mágoa e a dor!
Viverei sem este indigesto,
olhar que me apazigua o tempo.
Esquecendo e ressentindo o amor.
Natal...
Época de sonhos e neve.
Momentos de confraternização.
Dias de convívio e solidariedade!
Noites para esquecimento breve,
da angústia ou solidão.
Dias para lembrar a amizade.
Natal para as crianças...
Ansiedade para o mendigo.
Alegria para o rico,
que acredita que as finanças,
são caminho que não digo.
Muito menos aquele que sigo.
Natal é dar sem receber,
ou sequer esperar.
É dar amor, distribuir alegria!
Sem nada em troca querer,
ou simplesmente sem especular.
Natal é oferecer sonho e fantasia.
Dar, é roubar um sorriso.
É fazer o triste rir...
O angustiado, ganhar esperança.
Acreditar na promessa do liso,
que oferece a curtir,
o seu lado de criança.
Natal, é o nascimento de Jesus!
Para o cristão que acredita,
na fé e na historia da teologia.
Natal, é a esperança que traduz,
qualquer religião que dito,
o nascimento ou a salvação da biologia.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Simplesmente Partiste
Acordo cedo e triste.
Na manhã cinzenta e fria!
O adeus de alguém que partiu.
Nas minhas notas, tu partiste!
Esqueceste quem nesta agonia,
deixou a personagem que doí
Por entre brisas e brumas,
vou escondendo quem partiu.
No brilho da manhã oculta,
vou dissipando nas espumas,
a arte que não se sentiu.
Numa mente clara e culta.
Com o adeus, senti a dor.
Com o partir a saudade!
No tempo esqueci a ligação.
A mente não apagou o amor,
que fez sentir com amizade,
esta forte ligação e união.
Quero dizer adeus e esconder,
meu sentimento de perda!
Quero dizer, até á próxima,
sem duvidar ou ofender.
Sentimentos de esquerda,
muito menos disfarçar minha máxima.
Amo-vos, Sobrinhos
Sei que são honestas,
que são verdadeiras!
Seu sorriso nas festas.
É o mesmo que nas brincadeiras.
Seu olhar, terno e doce!
É verdadeiro e real.
O toque de erva-doce,
é seu fantástico ideal.
São crianças e honestas.
No seu sorriso a verdade!
No seu olhar, as festas...
Que não escondem, sem sinceridade.
Sorri, chora, grita e birra...
As lágrimas que transforma.
Com seu pensamento e ira.
Em momentos de pura indisciplina.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Coração de Papel
Parto no batel, que navega,
nas ondas doces e bravas.
Onde meu coração não nega,
as simples e árduas palavras.
Na escravidão do mar,
que esconde a mágoa!
As ondas por desbravar,
escondem o efeito da água.
Água que corre e explode,
demonstrando garra e ódio.
Mar que canta sua ode,
sem esquecer seu episódio.
Barco que dança e cai!
No bater das ondas.
Coração que rima e sai,
sem consentir rondas.
Quem és!!
Não consigo tirar os olhos de ti,
muito menos, esquecer-te!
A brisa que paira sobre mim,
faz-me amar-te e enaltecer-te.
A luz mais forte, irradia-te!
O aroma mais suave, absorve-te.
O vento que batia e absorvia-te,
escondia um gesto, que te consola.
Entre a confusão da memória,
e o desejo de dois corpos.
Escreve-se a história,
esquecendo os mortos.
Esquecendo um olhar,
deixando escapar um sorriso!
Assim vou dizendo a cantar,
aquilo que me alegra o riso.
Não Sei Quem És, mas Amo-te!
Amo-te, desejo-te com carinho!
Quero tocar-te e abraçar-te.
Quero dizer-te devagarinho,
o quanto posso amar-te.
Vivi na esperança de reencontrar,
a paixão e o amor perdido.
Vivi a fantasia de sonhar,
que amava um coração sofrido.
Amo-te e escondo no horizonte,
do mar, onde nunca chegas.
Ofusco a energia da fonte,
que com teu coração, já não desejas.
Quero beijar-te e acariciar-te.
Quero enroscar-me em ti.
Sentir e deliciar-me
no corpo que não esqueci.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Caldeirão do Amor
O ar invadido...
Pelo perfume que te acompanha,
instala-se perdido.
No meu corpo, se entranha!
A temperatura sobe...
Aquando da tua presença.
O frio dissipa-se no ar snobe,
onde o calor desenha a diferença.
Por entre as estrelas brilhantes,
nossos desejos pulam e saltam.
Os teus olhos, fascinantes,
descrevem sonhos que me assaltam.
Junto no meu caldeirão.
O teu perfume, o teu calor,
os nossos desejos e emoção.
Com eles faço a magia do amor.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Encanto!
![]() |
Tento no vazio agarrar,
a sintonia de um olhar.
Nela poder debruçar carinho.
Com o duro gesto de amar,
poder simplesmente encantar.
Teu suave gesto devagarinho.
São simples e carismáticos,
teus movimentos que encantam.
Marcaste sem dúvida meu olhar!
Sem gestos aristocráticos,
fizeste deste movimento que cantam,
simples forma de encantar.
Não sei onde me conquistaste!
Muito menos, onde me envolveste.
Sei que sou simples paixão,
de um olhar que abandonaste.
Deixando-me perdido onde absorveste,
a intensidade do meu coração.
Não quero, não vou, perder...
Esta magia , esta supremacia!
Quero sim viver e encantar.
Sem nunca esquecer,
a tua doce simpatia,
ou tua sublime forma de deliciar.
domingo, 20 de novembro de 2011
Mel
Uma voz que desconheço,
mas um olhar doce e terno.
Uns lábios que mereço,
nem que seja no Inferno.
Uma vontade enorme cresce,
de te abraçar e cheirar.
És flor da manhã que floresce,
ao ritmo do sol a brilhar.
És fruto de uma brincadeira,
és o encanto da primavera.
És fonte verdadeira...
És o pólen da flor interna.
Serás flor ou jardim?
Serás alegria, sonho ou fantasia!
És certamente pétala de jasmim,
que encanta a abelha na profecia.
Para a abelha, a profecia...
É do pólen fazer mel,
Para mim é cortesia,
que registo na folha de papel.
Mulheres
Mulheres lindas, morenas e louras.
Olhos verdes, azuis ou castanhos.
Altas, baixas, gordas ou magras.
Mulheres simples e observadoras,
formosas, chiques de todos os tamanhos.
Muitas difíceis outras mais caras.
Algumas transbordam sensualidade,
muitas outras grande frieza.
Seu carisma, fácil entender,
não escondendo sua sexualidade.
Adoro aquelas que mostram firmeza,
nos seus sentimentos da arte de envolver.
Mulheres magnificas e belas,
que envolvem com um olhar,
o mais duro coração.
Seu brilho nos olhos são velas,
que me deixam vontade de amar.
Ou simplesmente mergulhar na paixão.
Mulheres que dançam levemente,
tão leves como uma pena.
Ai, suas silhuetas traçadas...
pela mão que não mente.
Quando esboça de forma terna
os sorrisos e suas gargalhadas.
Gestos
Pensando na magia do amor!
Lendo lindas e doces palavras...
Escutando melodias airosas.
Observando pessoas e seu esplendor.
Alimentando a alma que lavras.
Colhendo as flores mais viçosas...
Desenhando sombras da borboleta,
que voa de flor em flor.
Sentindo os aromas que pairam no ar.
Caminhando pela rua obsoleta,
onde o mendigo transpira dor...
Vou observando gestos de admirar.
Gestos que faço e que fazem...
Uns de alegria outros de harmonia.
Mais uns quantos de saudade.
São estes os gestos que trazem,
na bagagem que carregam sem mordomias.
De onde um dia partiram sem caridade.
Gestos que indicam...paixão!
Gestos que fazem a história.
Todos eles manifestam sentimentos.
Alguns já esquecidos da missão.
Outros apagados da memória,
que desenha os sofrimentos.
domingo, 13 de novembro de 2011
Tempestade
Rasgam-se os céus com trovões!
As mentes mais fracas,
pensam ao ritmo da trovoada.
Nas nuvens negras os corações,
rasgam as estrelas com suas marcas.
Deixando a mente enevoada.
O sussurrar da noite chuvosa,
cresce na escuridão que nasce.
Lá fora a chuva cai...
De uma forma duvidosa,
marcando a terra que afasta,
a dor que da lua sai.
Gota a gota, se manifesta.
Lágrima a lágrima ela cai!
Rindo ou chorando de tristeza,
o sol, esse deixou a festa.
Que outrora se fez sentir,
com toda a delicadeza.
O grito da tempestade,
apaga a dúvida da noite.
Registando o medo da imensidão,
tornando a negra verdade,
num momento de simpatia,
onde a alegria vence a solidão.
Noite
Na noite encontro a paz...
Na calmaria da madrugada,
reencontro o sossego da alma.
O silêncio e a tranquilidade, traz.
De volta a esperança apagada,
de uma vida de calma.
Calmos são os pensamentos,
que correm galopando.
Por entre as derrotas e vitórias.
Calmos são os ensinamentos,
que me vão escapando,
entre os dedos e as memórias.
É na noite e na escuridão,
que me encontro e sonho!
Nas estrelas que brilham,
procuro a imaginação.
Que apague o ar tristonho,
do rosto que as estrelas iluminam
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