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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Para ti

















Descobri em ti uma esperança.
Nos teus olhos vi a luz.
Do teu toque guardo lembrança.
No teu cheiro aquilo que te traduz.

Mesmo antes do colar,
dos nossos lábios, senti!
Aquela faísca a me incendiar,
pelo calor que acendeu por ti.

Es meiga, querida e doce.
és polen, arvore e flor.
Es creme e molho agridoce.
de ti quero fazer meu amor.


Se Pudesse..

Se pudesse despia minha alma,
voltava-a ao avesso.
Para que visses com calma,
tudo aquilo que confesso.

Se pudesse pintava o mar,
com as cores do meu amor.
Para que tu pudesses exclamar,
sentimentos sem dúvida ou tremor.

Se pudesse apanhava...
As estrelas com uma mão,
e colocava-as no teu coração.

Agarrava a lua escondida,
timidamente nas nuvens escuras.
Limpava-lhe a lágrima escorrida,
para dela fazer tuas curas.

Curava o teu olhar,
terno doce e meigo.
Curava teu coração, para cantar,
música linda ou verso leigo.

Se pudesse roubava...
As estrelas com uma mão,
e colocava-as na tua oração.

Fazia de ti estátua ou monumento.
Fazia do nosso amor mito.
Colocava-o em andamento,
com a força de um grito.

Perfume
















Hoje entrei no carro e senti,
o cheiro do teu aroma.
Deixado pela tua presença.
Imaginei-me junto de ti,
desmaiei e caí em coma.
Sonhando por uma crença.

Crença, para tocar teu rosto,
abraçar tua silhueta,
e colar meus lábios no teu mel.
Queria te mostrar que aposto,
em nosso amor sem qualquer meta,
que não vais voar como borboleta.

Poderás ser a borboleta do meu jardim.
Não aquela que voa e não volta.
Mas sim aquela que paira no ar,
que me rodeia perto de mim.
Chega de carpir reviravolta,
vem beija-me e deixa, te amar.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Voa Baixinho


















Pássaro azul que voa baixinho,
tocando as plantas e aromas.
Assim vai seguindo seu caminho,
e espalhando seus cromossomas.

Voa sem tocar o vento,
num bater de asas parado.
Vivendo no ninho ao relento,
vai lavrando campos arados.

Ai se eu pudesse voar...
Como este pássaro, esta ave.
Também poderia sonhar,
notas de musica em enclave.

Ai se eu pudesse bater as asas...
Voava sem parar no ar.
Subia telhados e casas,
para teus lábios poder beijar.

Com as cores das penas,
pintava humor e sorrisos.
Desenhava carinho e cenas,
de amor, sem de elas intuirmos.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Melodia do Amor

Canto momentos de alegria.
Sonhos e dias de ilusão.
Espero noites de fantasia,
cantadas pela musica do coração.

Música e letras sem destino,
palavras e rimas que canto.
Umas com sentido, outras sem tino,
assim vou desenhando meu encanto.

Canto a alegria de viver,
a vontade de te ter.
Escrevo melodias do ser,
vontades de ter e querer.

Deixa-me mergulhar no teu coração.
Deixa-me sentir e amar,
esta linda paixão.
Deixa-me viver a cantar.

Nesta tela vou pintar meu amor





Quero sussurrar ao teu ouvido,
todos os meus pensamentos,
todas as palavras belas.
Quero te dar este coração que divido,
entre,  sonhos, desejos e momentos.
Que vou registando nas estrelas.

Na lua acabada de nascer,
pinto os traços do teu sorriso.
No brilho das estrelas que vejo,
o esplendor dos teus olhos a crescer.
Nos raios de sol,  oiço teu riso,
envolvendo os lábios que te beijo.

Quero nesta tela pintar,
sentimentos que não te consigo
passar e fazer entender.
Com todas as cores traçar,
as mais belas emoções que sigo.
Para que nelas possas este amor ler.

Gostava de poder desenhar,
nas paisagens floridas,
nossos corpos envolvidos em paixão.
Queria viver e sonhar,
que as nossas almas envolvidas,
jamais iriam viver a separação.

No céu azul com nuvens brancas,
quero pintar teu rosto.
Nos campos verdes, anotar,
memórias, desejos e lembranças.
No horizonte dourado de Agosto,
quero desenhar o ser que continuo a amar.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vento



















Sou vento sem forma e luz,
vento que acarinha teu rosto.
Brisa que empurra vela, 
de barco que navega,
nas águas a teu gosto.

Ai se fosse Vento...
beijava teus lábios,
abraçava teu corpo.

Sou Vento calmo e sereno,
que navega na tua pele,
lambendo e bebendo 
o aroma do teu fel.

Ai se fosse Vento...
apertava teu corpo,
junto do meu.

Sou vento forte e suave,
que sopra baixinho.
Tocando bem devagar,
com todo o carinho.

Ai se fosse Vento...
desviava as nuvens
e empurrava o céu.

Sou vento que caminha,
sobre a água do mar.
Saltando de poça em pocinha,
mergulhando no teu olhar.


A Alma



Rasgo minha alma aos pedaços.
Corto nela as veias que sangram,
sem estancar suas feridas por sarar.
O coração que outrora entreguei com laços,
hoje seus pedaços engendram,
mitos e gritos por chorar.

Chorarei até que a voz me doa.
Das lágrimas farei pó e pedra,
para calcetar a estrada da vida.
Neste barco que parte ondas à toa,
levo minha esperança como oferenda,
a todos os deuses desta corrida.

Corto meu coração em fatias,
para entregar a vampiros.
Sedentos de carne e sangue.
Das veias jorram euforias,
que seco com brasas e papiros.
Esperando que esta agonia estanque.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Tempestade
















Nunca pensei amar assim,
sentir algo tão forte.
Por alguém que me magoa sem fim.
Terá sido azar ou sorte?

Terá sido magia ou feitiço,
todo este sentimento gigantesco?
Meu corpo magoado e já postiço,
quer dominar este ser brutesco.

Que entrou e dominou,
meu respirar e minha pulsação.
Como vírus forte que contaminou,
toda a alma em petrificação.

Sinto-me árvore seca sem flor,
campo seco, árido sem água.
Sinto-me caco sem cor,
flor sem pólen, criança com mágoa.

Tempestade avassaladora,
que devastou este jardim.
Onde foste agricultora.
Hoje és pedaço de mim.

Queria deste jardim varrer,
todas as folhas secas e caídas.
Para nele voltarmos a correr,
andar e cheirar plantas floridas.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Minha Obra

Como pássaro que voa,
de galho em galho.
Como história dita a toa,
vou seguindo este atalho.

Como folhas lidas e rasgadas.
vou ditando meu livro.
Com páginas escritas e apagadas,
vou-me escondendo neste abrigo.

Abrigo de uma vida esquecida,
onde registo histórias alegres,
de uma vida aquecida,
por archas tristezas de bisegre.

Nas páginas desta obra,
escrevo sinais de fantasia.
Que oculto com pele de cobra,
para esconder esta agonia.

O Mar




















Aqui todo o ser mais forte,
fica diminuto e fraco.
O poder das ondas de grande porte.
Arrasta tudo com seu  arco.

Neptuno é Deus e é Rei.
Com ele o humano é brinquedo.
Aqui a natureza é a lei.
Aqui é o mar quem dispara torpedo.

Perante o mar revolto,
com ondas monstruosas,
encontro a paz e volto,
a esquecer noites tortuosas.

É no mar e no oceano,
que me reencontro.
Embora perdido à mais de um ano,
num caminho que não encontro.

Na espuma branca nascem,
monstros, iras e sonhos.
Nos urros das ondas crescem,
esperanças e os pensamentos mais tonhos.

Nesta imensidão tenho a paz.
Aqui me sinto em casa.
Perante estas forças sou capaz,
de viver ou voar sem asa.

Para mim, Deus é este.
Para mim, este é o Mar.
Seja a Sul, Este ou Oeste,
é aqui que consigo sonhar.

Lágrimas de Deus
















Lá fora a chuva cai,
lentamente e suavemente.
Ás vezes bate e sai,
escorrendo pela vidraça suavemente.

Sinto bater na janela,
como gente que anuncia,
sua chegada. Dele ou dela.
Cantando e rindo sua cortesia.

Atrás das nuvens a lua
se esconde, ocultando seu sorriso.
Numa brincadeira que é tua,
a chuva esconde seu riso.

As estrelas outrora brilhantes,
perderam seu brilho e sua cor.
Delas guardo histórias hilariantes,
de um Verão alegre sem dor.

Hoje está frio, a noite triste!
O escuro da noite infame,
oculta o dia que partiste.
Sem qualquer guerra ou vexame.

Reúno a chuva, o frio,
a tristeza e a solidão.
Para relatar histórias que crio,
em dias de tormento e sofri-dão.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Ser Feliz

A felicidade está no ser.
Está na nossa alma.
Ser feliz não é, ter.
Mas sim viver com calma.

Ser feliz não é querer,
é sim, poder sentir.
Ser feliz é correr.
È partir mesmo sem ir.

Encontrar a felicidade,
é abraçar as nuvens.
É ser velho e ter mocidade.
É viver o rio e suas margens.

Ser feliz é tocar as estrelas,
cheirar os aromas das brisas.
É chorar alegrias, sem te-las.
É escrever sentimentos que frisas.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Tua Voz

















Tento ouvir no silêncio,
um grito da tua voz.
Ler no escuro abstracto,
as páginas deste compêndio.
Onde escrevi esta dor atroz,
que me consome sem trato.

Por vezes penso e anoto,
as alegrias, outras as mágoas,
desta vida de renome.
Tento notar, mas não noto,
qualquer diferença das fábulas,
nesta farsa que me consome.

Rasgo páginas e folhas.
Apago e volto a escrever.
Na ira grito e risco.
Na esperança daquilo que olhas.
Na expectativa de voltar a acontecer.
Na esperança de ouvir esse disco.

Gostava, não,é pouco. AMAVA.
Poder voltar a adormecer,
no silêncio dos teus braços.
Poder ter a musica que escutava,
que meu coração fazia estremecer,
enquanto divagava nos teus amaços.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Natal

Lá fora as temperaturas,
desceram, baixaram e arrefeceram.
O Natal já espreita com as farturas.
O Menino já espera animais que o aqueceram.

Aproximam-se tempos de solidariedade,
tempos de juntar as famílias.
Tempos para uns de felicidade,
para outros de regalias.

Há também aqueles que vivem,
na solidão de um gesto.
Que com pouco sobrevivem,
que um sorriso basta para seu manifesto.

Inverno
















Quero andar pela rua,
seguir os raios de sol.
O frio congela a alma nua,
que se veste de rouxinol.

O frio, a chuva e a geada,
todos eles elementos,
deste inverno sem piada,
que chegou sem fundamentos.

Acedem-se as lareiras.
As chaminés começam a fumar.
Nos campos brancos as fogueiras,
aquecem águas por congelar.

Os outrora campos verdejantes,
vestem-se com roupas brancas.
As folhas alinham como viajantes,
esperando novas lembranças.

As aves, essas partiram.
Com elas o sol também.
Restam-nos pássaros que admiram,
este tempo que lhe convém.

Falo-vos do Inverno.
Relato factos de uma estação,
que para uns é um inferno.
Mas para outros uma sensação.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Melodias

Tento esquecer momentos,
para recordar dias.
Tento deixar tormentos,
para ouvir melodias.

Melodias de uma existência,
vivida com intensidade,
e mesmo frequência.
De alegrias e adversidades.

Como ponte que voa,
sobre o rio parado.
Como voz que entoa,
no encanto do campo arado.

Pássaros que planeiam,
nesses campos arados.
Seguem destinos que bombardeiam,
com sementes seus prados.

Prados, onde semeiam,
futuros ou destinos,
de vidas que incendeiam,
lugares clandestinos.

Grito

























Procuro caminhos de saída,
desta vida que me percorre.
Sigo trilhos de história prosseguida,
sem fim que me ocorre.

Lamento decisões decididas,
que já antes devia,
ter dado como assumidas.
Nesta história de fantasia.

Olho para trás, que vejo?
Vejo ondas que não agarrei.
Vejo brisas que não beijo,
ou que antes não surfei.

Vidas,  amores ou profissões,
estas que não vivi.
Neste conto de ilusões,
pelo qual sofri.

Quero agarrar as estrelas,
agarrar as nuvens.
Ou mesmo sentir e tê-las,
nestas quadras de ferrugens.

Olho os pássaros que cantam,
observo as brisas que gritam.
Apelo as nuvens que encantam,
ou as azeitonas que britam.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Retrato

Menina de olhos de ouro.
Tela pintada de aguarela.
Paixão e meu tesouro,
essa tua figura cinzela.

Como gota de orvalho,
que escorre pela folha
verde matinal sem atalho.
Meu coração chora sem rolha.

Chora pela felicidade.
Ri pela tristeza.
Grita pela ambiguidade,
de sentimentos sem frieza.

Estarei triste ou contente,
por estar neste estado?
O qual pareço demente,
ou mesmo dormindo acordado.

Quero agarrar o teu mundo.
Quero pintar teu retrato,
nesta tela sem fundo.
Quero teu nome neste contrato.

Contrato que fiz com teu
ser, tua pose e teu aroma.
Quero decidir meu
destino, ou o rumo que  a vida toma.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Fado

Canto o fado,
rimo letras com pêtas.
Sofro a dor do encanto.
Grito a dor de lado.
Suspiro músicas e letras,
desta vida que canto.

Viajo nas memórias
das alegrias.
Divago nas histórias,
desta vida de fantasias.
Guardo letras de profecias,
choro músicas retóricas,
desta vida de historiografias.

O fado canta tristezas.
Os versos falam de dor.
As rimas cantam vidas.
Os acordes tocam certezas,
de vidas de amor.
Com chegadas e partidas.

Grito, canto e choro,
músicas sofridas.
Músicas que as guitarras,
cantam em coro.
Melodias de feridas,
não saradas nestas farras.

Chave do Meu Baú

Recordo na minha mente,
cada traço do teu corpo,
cada curva, cada sinal.
Meu coração já não sente,
a luz desse anti-corpo,
que fez de ti principal.

As ondas do mar salgado,
há muito apagaram,
as pegadas por ti deixadas.
As brisas levaram deste morgado,
as sementes que secaram.
Hoje cultivo memórias apaixonadas.

Sei e reconheço teus olhares.
Guardo teu sorriso,
tuas palavras.
Delas faço familiares.
No meu baú fechado e preciso,
guardo tuas gargalhadas.

Não te guardo rancor.
Hoje faço de ti o sol,
numa manhã cinzenta.
Agradeço sem pavor,
tudo aquilo que fizeste em prol,
desta minha vida avarenta.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Tu Partiste





















Nesta tarde fria,
recordo momentos tristes.
Dias de um passado por esquecer.
Nesse passado ouve também folia,
tendo mesmo alegria até que partiste.
Sem nada explicar ou dizer.

Feriste com um fundo golpe,
aquele coração que te amava.
Bateste a porta com rapidez,
com força de cavalo a galope.
Sem explicar aquilo que te intrigava,
sem exprimir sentimentos em fluidez.

Esqueceste ou nem quiseste,
saber quanto me destroçavas.
Foste egoísta e individualista.
Por não pensar o que fizeste.
Com as palavras que antes me atacavas,
fizeste musica de violinista.

Musica que cantaste,
enquanto eu chorava,
enquanto recolhia os cacos,
deste coração que maltrataste.
Destruindo tudo o que eu adorava,
por causa de um simples acto.

Outono

Chegou o tempo do frio,
chegaram as primeiras águas.
As árvores despem-se.
As praias e o sol já não têm brio.
Nos rostos vêem-se mágoas.
As pessoas vestem-se.

As alegrias do calor,
agora tornam-se memórias.
As chuvas chegaram..
Do verão ficam histórias de amor,
momentos de alegrias e vitórias.
Agora choram olhos que não choraram.

Choram os olhos de Deus,
para nos trazer as chuvas.
As folhas tristes caiem.
Chegam aves, outras dizem adeus...
As nuvens tornam-se turvas,
as estrelas, essas, não saem.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Lisboa
















Parti da província para a cidade.
Para trás deixei momentos,
alguns da infância e mocidade.
Outros felizes e outros de tormento.

Amigos deixei alguns...
Uns trago no peito comigo.
Outros não passaram de álbuns,
ou mesmo histórias que prossigo.

Adoptei como filha Lisboa.
Desta cidade fiz casa.
Hoje não sei se fiz boa
opção, tornar e voar nesta asa.

Lisboa menina e moça.
Cidade de luz e barulho.
Onde caminho pela poça,
rindo, chorando e canto orgulho.

À Deriva

Caminho por mares não navegados,
por ondas não rasgadas.
Onde navios naufragados,
foram esquecidos por noites apagadas.

Noites de lua e luar.
Bolinas fortes e fracas.
Noites por ouvir e escutar,
marinheiros com suas parcas.

Parcas que escondem rostos,
cara e faces.
Noites de vinhos e mostos,
com histórias de enlaces.