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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Planto flores na terra dos sonhos



















Quando te sinto a meu lado...
È como, que se, uma magia,
invadisse o meu olhar.
Como se meu coração fechado,
encontrasse a chave da fantasia.
Renascendo nele a vontade de amar.

O tempo voa, como cavalo,
que galopa na areia da praia.
Tudo volta a fazer sentido.
O tempo sem intervalo,
não cansa a menina da saia,
que dança no tempo perdido.

Nas curvas do teu cabelo,
passeio meus pensamentos.
No brilho dos teus olhos,
mergulho com o aroma do belo.
Com a esperança que sentimentos,
nasçam em grandes molhes.

Quando te sinto a meu lado...
Troco as cores das flores,
que pintam os jardins coloridos.
Quando me sinto apaixonado...
Com as nuvens pinto amores
que os tempos me têm oferecido.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sorriso Materno










Sua mãe deitada na sombra do descanso.
Bebe a água da chuva de Inverno.
Enquanto o filho corre manso,
nos trilhos do jardim interno.

A criança salta e brinca.
Como se não houvesse amanhã.
Enquanto uma bolacha que trinca,
se parte e cai no chão de lã.

Sua mãe observa atentamente.
Com um sorriso rasgado no rosto.
Os movimentos que faz livremente,
enquanto brinca no sol de Agosto.

Com um olhar meigo e terno,
a mãe sente o filho que vibra.
Esperando um beijo materno,
seguido de abraço forte como fibra.

Pensamentos da Alma
























È belo quando encontramos paz.
Quando descobrimos o sossego.
Muito mais belo, é a harmonia.
Lindo é quando um click faz,
nossas emoções e nosso ego,
sentirem a perfeita magia.

Um coração que bate forte.
Que tem sede do amor!
Uma alma ferida e sentida,
que alegria e sorte.
Procura sem tristeza ou dor,
esquecendo a vida vivida.

Um hoje, um ontem e um amanhã.
Um presente, um passado ou futuro.
Uma vida de emoções e sentimentos.
Procurando um sorriso na manhã.
Encontro aquilo que não procuro!
Pois ninguém esquece sofrimento.

Alma minha que partiste...
Deixando para trás o pensamento.
Partiste procurando o sonho.
Que não esqueceste e sentiste.
Mas que morreu por afogamento,
nas lágrimas de um ser tristonho.

domingo, 24 de julho de 2011

Sol da Manhã

















Quero acordar, ver e sentir,
o sol que nasce pela manhã.
Sentir a brisa e o calor fluir.
Nas folhas com aroma a hortelã.

Na gota de orvalho matinal,
quero ver teus olhos brilhar.
No cântico da ave imortal,
quero escutar a vontade de amar.

O sol que brilha e encandeia,
quero que me faça transpirar.
Quero sentir o calor que incendeia,
este coração que não pára de sonhar.

Sonho com paixões e amores.
Sonho com flores e natureza.
Quero correr e saltar sem dores,
que o coração liberta com tristeza.

Comparo o Sol com esperança.
A Natureza com alegria.
O sonho esse já não cansa,
a mente que de ti faz delicia.

Jardim de Emoções











Por entre tons verdes e vermelhos.
Outros amarelos e castanhos.
Os lagos esses são espelhos,
das aves que voam entre estranhos.

Ao fundo as crianças brincam...
Criando mundos de ilusão!
Onde as flores os brindam,
com ideias e imaginação.

O sossego e a calma apaziguadora,
que estes recantos nos oferecem.
São de uma beleza esmagadora,
que confunde as flores que crescem.

Por entre folhas e troncos.
O sol espreita e mira,
aqueles que marcam encontros.
Esquecendo o relógio que gira.

Também aqui os Pombos,
brincam, correm e comem.
Esperando viver sem tombos,
daqueles que estes ares consomem.

Jardim de sombras, belo e fresco!
Com lindas e alegres cores.
Onde a tranquilidade eu pesco.
Não esquecendo suas flores.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Voar sem Asas


















Como pardal que procura comida.
Salto de galho em galho.
Num bater de asas que obriga,
destreza sem encalho.

Procuro nas sementes da esperança,
o alimento da nostalgia.
Nas folhas verdes, a confiança...
De poder acreditar na magia.

Sou pássaro, ave e condor.
Que voa sem medo ou receio,
procurando o astro mor.
Onde irei buscar meu centeio.

Busco água, no rio seco.
Amor no coração partido.
Na noite de luar, eu peco!
Esquecendo o que não tem sentido.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Turistas





De mapa na mão, perdidos!
Os turistas vão passeando,
pela Lisboa moderna ou antiga.
Com roupas em tons coloridos,
pintam as ruas, onde vão passando.
Esperando ouvir fado ou cantiga...

Suas faces rosadas,
indicam sua origem...
Seus cabelos grisalhos ou louros,
distinguem-se dos pintados.
Seu idioma ou linguagem,
não é usado por estes moradores.

Poucos falam a língua de Camões.
Muitos usam o inglês ou o francês.
Raros conhecem as nossas canções,
nosso fado cantado sem timidez.

Procuram Portugal com esperança.
Com sede da História ou monumentos.
Várias as coisas, que levam na lembrança!
De umas férias repletas de momentos.

Música de Fundo



















Coberto pelos largos arcos,
construídos em pedra do passado!
Pelas mãos calejadas do homem.
Um piano canta olhando os barcos!
Que no Tejo do antepassado,
navegam nas águas onde Deuses dormem.

Piano que chora baixinho,
canta e grita lindas melodias!
Ao ritmo dos dedos atrevidos,
forma música com carinho.
Toca com todas as simpatias,
os sonhos reais e adormecidos.

Na beira do Tejo cinzento,
aglomeram-se pessoas e gaivotas.
Umas partem para a, outra margem,
outras chegam sem tempo.
Pensando na vida e revira-voltas,
que ao som do piano se tornam viagem.

Ao fundo na outra margem,
a tarde pinta o horizonte,
com lindos tons de saudade.
Enquanto nesta, a homenagem,
continua sem inspiração ou fonte.
Deixando o piano tocar em liberdade.

Ao sabor das notas soltas...
Vou escrevendo e observando.
Vendo quem passa ou corre.
Pensando poemas e músicas loucas.
Vendo o que Lisboa vai dando,
vou escrevendo o que me ocorre.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Beijos do Vento

















No ar lascivo beijos se vão dando!
Por onde passas o ar e o vento,
vais fazendo com aquele brando
movimento, aquilo que vou amando.

O vento que rouba teu perfume
e que beija teu rosto.
Devolve teu cheiro com volume,
aninhando-se em roupa que gosto.

Os beijos que o vento te rouba,
vêm de encontro á minha boca.
Teu sol, minha pele, minha roupa.
Teu sorriso, teu olhar, minha moca.

Com letras descrevo o vento.
Descrevo beijos,sonhos e paixão.
De ti faço tamanho talento,
que toca e abraça meu coração.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Borboleta...que procura Polen!

















As cores das flores floridas,
pintam as asas de uma borboleta,
que deambula cheirando o pólen.
Deixando no ar lindas e coloridas
palavras de embalar a paixoneta.
Que acorda na manhã do além.

Como vela no escuro da noite!
O sol que nasce ilumina,
teu rosto e teu sorriso.
No teu olhar de lua da meia-noite,
vejo esperança que fulmina,
desejando um toque conciso.

No contorno de teus lábios definidos,
vejo palavras mudas que saem.
Procurando um destino ou coração,
que as aceite mesmo indefinidas,
sem medo das que caem,
fora das páginas desta oração.

Palavras, sorrisos, emoções...
Talvez mesmo sentimentos.
Um olhar e um toque suave,
que esconde medo de criações!
Filhas da mente e dos momentos,
que os nossos pensamentos fazem enclave.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Momentos ou Tormentos!


















Salto do barco em andamento,
mergulho nas águas claras,
procurando a simplicidade.
Com a força das ondas, o afastamento!
Faz-me perder ondas que lavras,
entre memórias e felicidade.

Não conheço estes mares,
estas ondas ou arribas!
Sou filho do campo e mato,
onde podes divagar.
Treinando salto das urtigas,
que me fazem filho nato.

Do campo florido, nascem flores.
Nas águas límpidas,
espelham-se memórias.
Que com magias e amores,
escrevem estórias destruídas
neste livro de histórias.

Será este mergulho fonte?
De certezas ou dúvidas,
onde o dia esclarece,
a noite no monte.
Onde as vidas vividas,
escapam nos dedos que esclarecem.

Traço dias, estórias e memórias...
Desenho o passado escrito,
tentando esconder pensamentos.
Onde os dias e as histórias,
fazem da noite que decifro,
momentos ou simples tormentos....

terça-feira, 12 de julho de 2011

Colagem de Sonhos



Tiro da porta do carro,
o teu lápis de bâton.
Com ele desenho corações
e rabisco uma jarra de barro.
De onde tiro algo de bom,
descobrindo sentimentos e emoções.

Dos traços de vermelho fogo,
que as letras pintam com brilho...
Escorrem lágrimas e alegrias.
O lápis de bâton? Esse, eu jogo!
com receio que desenhe trilho,
que não conheço nestas rias.

Com sonhos recortados e colados,
vou preenchendo a caderneta
que a vida me congratulou.
Com pensamentos agrafados,
construo o meu planeta.
Onde o amor me abalroou.

Com vermelho de bâton,
escrevi passado ou saudade!
Talvez mesmo fome ou sede.
Será mesmo muito bom,
esclarecer a autenticidade.
Sem receio daquilo que nos precede.

Será fome de sentir o colar,
de dois lábios quentes,
na minha face ou boca.
Será simplesmente abraçar,
ou tocar as tuas mãos dormentes,
que me deixa esta ideia louca.



domingo, 3 de julho de 2011

Passeio















Passeio por ruas, becos e vielas.
Para trás deixo um passado.
Que me marcou no rosto,
com tintas, guaches e aguarelas!
Escrevo histórias dum passado criado,
por rios que correm a mau gosto.

Nas águas dos rios cintilantes,
correm sentimentos e histórias.
Histórias de recordar e amar,
no reflexo das águas fascinantes,
escolho cristais puros e escórias.
De uma vida de encantar.

Nos calhaus dos rios esculpidos,
pela natureza bruta e selvagem,
registo momentos e memórias.
No mergulhar de corpos despidos
nado nas margens ao sabor da aragem,
que traça momentos e palavras metafóricas.

Não sei onde passeio, ou navego!
Sei que o mundo lá fora,
me guarda tristeza e alento.
Não quero este mundo cego,
onde a força e a espora,
picam cavalo de meu talento.

sábado, 2 de julho de 2011

Sentado na Escada





Sentado na escada, espero!
Um sinal de quem perdi.
Tiro do bolso o bloco que esmero.
onde esboço quem nao esqueci.

Com os traços do arrependimento,
traço teu perfil e teu sorriso.
No meu bloco, anoto o sentimento,
com letras que no caderno aliso.

Sentado no sofá da tristeza,
encosto a cabeça na almofada,
do sofrimento sem fraqueza.
Tentando não sentir a lufada.

Lufada de alegria e sonho,
que me faz sorrir e chorar.
Onde o vento e o ar tristonho,
me levam a sonhar sem acordar.

Talvez navegue na incerteza,
de nunca ter conseguido acordar.
Ou mesmo de nunca ter sentido,
a beleza do teu olhar.

Sentado na escada da entrada,
espero receber um toque ou olhar.
Quem sabe mesmo uma bofetada,
sem dor, sem toque mas de rasgar.

Uma lágrima atrevida rasga,
meu rosto, sem dó nem piedade.
Meu pensamento divaga e alarga,
ironias que não escondo da realidade.

domingo, 26 de junho de 2011

Amigos são a Poesia da Vida
















Amigos, tenho e terei...
Eles são minha alavanca,
para a vida que sonhei.
Neles encontro força franca.

Com eles construo barreiras,
que me protegem das fraquezas!
Com eles canto e sonho asneiras,
que não me obrigam a delicadezas.

Com eles consigo-me erguer,
consigo ser forte e inquebrável.
Sem eles teria que me esconder
e dissipar-me na magia inegualável.

Vivo para mim, sem os esquecer.
Fazem-me sentir importante,
quando em mim se procuram fortalecer.
Fazendo-me sentir força constante.

Remédio













As palavras são como remédios!
Anestesiam a dor, mas não curam,
as feridas e os males intermédios.
Que os tempos já não procuram.

Esqueci a dor e a ira...
Guardo saudades de sonhos sonhados.
Na minha pele suada e ferida,
cravo ideias de pensamentos roubados.

Sim...tenho saudades e fome,
de momentos a dois vividos.
Necessidade de uma vida que me consome
e me deixava sem sentidos.

Perdi! Ou terás tu perdido?
Admito que me completavas,
admito ter vivido e sofrido,
por aquilo que não acreditavas.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sociedade













Volto a abrir o livro dos segredos.
Para nele escrever meus pensamentos!
A natureza humana gosta de enredos,
onde possam ofuscar seus tromentos.

Onde vivem vidas que não suportam,
encarnando personagens falsas.
Alimentando-se de histórias que nao comportam,
chegando ao ridiculo de dançarem valsas.

A falsidade, o cinismo e a hipocrisia,
são males que abafam a sociedade.
Males que esmiuçam as profecias
e condenam a ambiguidade.

São estas as doenças do século.
Onde sociedades formatadas,
se agarram sem vínculo.
Tentando esconder vidas mal formadas.

Não sou melhor, nem pior...
Mas vivo de ideais e valores.
Não vivo pensando ser o maior,
nem escondendo meus dissabores.

Quero viver numa sociedade melhor.
O que me compete a mim farei...
Para eliminar tudo o que de pior,
a vida me apresentar sem lei.

domingo, 12 de junho de 2011

Alguém??
















Preciso de companhia e amor!
Quero alguém para sintonia,
alguém que procure calor.
Alguém que queira armonia.

Alguém que queira acordar,
a meu lado com meus defeitos.
Que saiba entender-me e admirar,
como sou em todos os jeitos.

Alguém que queira sentir
e fazer sentir o coração em chamas.
Que mesmo calado faça fluir,
a conversa que exclamas.

Alguém que contamine meus lábios,
com doces beijos acentuados.
Alguém que provoque pensamentos sábios,
no entrelaçar de corpos desnudados.

Alguém que olhe e consiga ler,
nos seus olhos, a magia do momento.
Onde andas tu, onde foste colher?
O amor que foi perdido no tempo.

Maré

















Olho a água e vejo uma mistura,
de cores entre azul e verde.
Nos meus pés já sinto a frescura,
da água que sobe e se perde.

Pela manhã a distância,
era longa e distante.
A areia libertava sua fragância,
de aromas e cheiro constante.

Aos poucos e lentamente,
vai subindo sem receios.
Com as horas em forma crescente,
na areia traça seus devaneios.

Onde o sol havia secado,
ela re-mexe e molha.
Como fadista que canta fado,
sem pautas que olha.

Chamam-lhe MARÉ!
Seja baixa ou preia mar.
Assim diziam pescadores com fé,
de ir e voltar.

Casas




Lá longe, na encosta da serra,
vejo casas cravadas como lapas,
nas rochas que sobre-saiem da terra.
Embora algumas não constem nos mapas.

Casas grandes, pequenas, feias
e bonitas de maravilhar,
os sonhos que semeias,
tentando não acordar.

Algumas ocultas ou escondidas,
outras mesmo camufladas.
Pelas plantas eruditas,
que crescem ás camadas.

Nesta aguarela da Natureza,
tento não registar,
aberrações de tristeza.
Pois não as quero pintar.

Sol Que Bronzeia




A tranquilidade que provoca,
o envolvimento que seduz.
Já não sei qual envoca,
mais alegria ou luz.

A brisa calma beijando,
os corpos que se bronzeiam,
delicía os os que por aqui andam.
Tocando corpos que encendeiam.

O Sol forte que queima,
aquece a areia que piso.
Embora o mar que teima,
molhe alguma sem aviso.

Sinto o toque dos raios solares,
bebendo na minha pele.
Como criança que come folares,
sem alguém que lhe apele.

Sol dourado, vermelho ou encarnado.
Ès o astro rei e rainha.
A ti só te vejo acordado,
mesmo sem fantasia minha.

Portinho da Arrábida

















Sem querer encontrei o paraíso!
Onde a serra beija o mar,
onde o verde abraça o azul.
Mar sem ondas e liso,
com lindas águas de mergulhar,
limpídas, que confundem o céu azul.

A areia essa é branca!
Como a farinha do pão.
Rochas esculpidas e trabalhadas,
com poesia bela e franca.
Que é traçada á mão,
por letras emparelhadas.

Seu silêncio, acorda no mar.
Estende-se pela serra acima,
no cantar das gaivotas.
Os arbustos verdes deixam no ar,
um aroma fresco do clima.
Que sobe e desce, ás voltas.

Ao largo uma pequena ilha,
rasgada a meio pelo tempo.
Içada de rocha e areia!
Da serra será filha?
Este pequeno monumento,
que bombeia sangue na veia.

Vento
















Caminhas como cavalo,
galopante que corre.
Enfrentas a raiz e o caule,
como quem a mãe socorre.

Destemido invades campos,
enfurecido derrubas barreiras,
moves objectos fixos por grampos.
Destróis cidades e feiras.

Temo nunca viver tua euforia,
nunca saber e sentir tua malvadez.
Jamais ser filho da tua agonia,
ou sofrer tua ousadez.

Evito teu paladar doce.
Fujo ao teu sopro mais forte.
Saboreio teu toque agridoce,
quando viajo sem suporte.

És o vento e a brisa!
De ti guardo na face o  toque,
de uma bofetada consiza.
Que dói sem ámoque.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mergulho













Caminho no escuro cinzento,
dou passos certos no incerto.
Mergulho no mar intenso,
procurando o obscuro concreto.

Nado na mansidão de um olhar,
bracejo nas ondas de um sentido.
Toco a espuma a rebentar,
de esperança sem destino temido.

Quero respirar nestas ondas...
Sentir o folêgo de um destino.
Que navega sem sondas,
neste mar que desatino.

Nestas águas, meu corpo
vou passear sem medos.
Nestes rios de conforto,
afogo tristezas e torpedos.

domingo, 5 de junho de 2011

Pára, Escuta e Olha













Deixa-me aproximar, tocar
e acariciar teu coração.
Deixa-me penetrar no teu olhar
e poder abraçar-te com emoção.

Silêncio que se soltam as palavras,
que agarram a minha alma.
Com elas vou plantar o campo que lavras,
semeando louros de palma.

Deixa-me acariciar teu rosto,
dizer-te o que sinto e o que calo.
Dizer-te o que mais gosto,
não aquilo de que falo.

Na noite estrelada a lua,
chama por ti...
Na face da lua vejo a tua,
que anseio e não esqueci.

Silêncio que as estrelas,
brilham chamando por ti.
Escuta com atenção as palavras delas,
que vais concluir, serem para ti.

Deixa ouvir o que dizem!
Deixa tocar sentimentos,
que ainda existem e não fingem.
Embora esquecidos por tormentos.