Lá fora as temperaturas,
desceram, baixaram e arrefeceram.
O Natal já espreita com as farturas.
O Menino já espera animais que o aqueceram.
Aproximam-se tempos de solidariedade,
tempos de juntar as famílias.
Tempos para uns de felicidade,
para outros de regalias.
Há também aqueles que vivem,
na solidão de um gesto.
Que com pouco sobrevivem,
que um sorriso basta para seu manifesto.
Reservados os direitos de autor.

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terça-feira, 30 de novembro de 2010
Inverno
Quero andar pela rua,
seguir os raios de sol.
O frio congela a alma nua,
que se veste de rouxinol.
O frio, a chuva e a geada,
todos eles elementos,
deste inverno sem piada,
que chegou sem fundamentos.
Acedem-se as lareiras.
As chaminés começam a fumar.
Nos campos brancos as fogueiras,
aquecem águas por congelar.
Os outrora campos verdejantes,
vestem-se com roupas brancas.
As folhas alinham como viajantes,
esperando novas lembranças.
As aves, essas partiram.
Com elas o sol também.
Restam-nos pássaros que admiram,
este tempo que lhe convém.
Falo-vos do Inverno.
Relato factos de uma estação,
que para uns é um inferno.
Mas para outros uma sensação.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Melodias
Tento esquecer momentos,
para recordar dias.
Tento deixar tormentos,
para ouvir melodias.
Melodias de uma existência,
vivida com intensidade,
e mesmo frequência.
De alegrias e adversidades.
Como ponte que voa,
sobre o rio parado.
Como voz que entoa,
no encanto do campo arado.
Pássaros que planeiam,
nesses campos arados.
Seguem destinos que bombardeiam,
com sementes seus prados.
Prados, onde semeiam,
futuros ou destinos,
de vidas que incendeiam,
lugares clandestinos.
para recordar dias.
Tento deixar tormentos,
para ouvir melodias.
Melodias de uma existência,
vivida com intensidade,
e mesmo frequência.
De alegrias e adversidades.
Como ponte que voa,
sobre o rio parado.
Como voz que entoa,
no encanto do campo arado.
Pássaros que planeiam,
nesses campos arados.
Seguem destinos que bombardeiam,
com sementes seus prados.
Prados, onde semeiam,
futuros ou destinos,
de vidas que incendeiam,
lugares clandestinos.
Grito
Procuro caminhos de saída,
desta vida que me percorre.
Sigo trilhos de história prosseguida,
sem fim que me ocorre.
Lamento decisões decididas,
que já antes devia,
ter dado como assumidas.
Nesta história de fantasia.
Olho para trás, que vejo?
Vejo ondas que não agarrei.
Vejo brisas que não beijo,
ou que antes não surfei.
Vidas, amores ou profissões,
estas que não vivi.
Neste conto de ilusões,
pelo qual sofri.
Quero agarrar as estrelas,
agarrar as nuvens.
Ou mesmo sentir e tê-las,
nestas quadras de ferrugens.
Olho os pássaros que cantam,
observo as brisas que gritam.
Apelo as nuvens que encantam,
ou as azeitonas que britam.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Retrato
Menina de olhos de ouro.
Tela pintada de aguarela.
Paixão e meu tesouro,
essa tua figura cinzela.
Como gota de orvalho,
que escorre pela folha
verde matinal sem atalho.
Meu coração chora sem rolha.
Chora pela felicidade.
Ri pela tristeza.
Grita pela ambiguidade,
de sentimentos sem frieza.
Estarei triste ou contente,
por estar neste estado?
O qual pareço demente,
ou mesmo dormindo acordado.
Quero agarrar o teu mundo.
Quero pintar teu retrato,
nesta tela sem fundo.
Quero teu nome neste contrato.
Contrato que fiz com teu
ser, tua pose e teu aroma.
Quero decidir meu
destino, ou o rumo que a vida toma.
Tela pintada de aguarela.
Paixão e meu tesouro,
essa tua figura cinzela.
Como gota de orvalho,
que escorre pela folha
verde matinal sem atalho.
Meu coração chora sem rolha.
Chora pela felicidade.
Ri pela tristeza.
Grita pela ambiguidade,
de sentimentos sem frieza.
Estarei triste ou contente,
por estar neste estado?
O qual pareço demente,
ou mesmo dormindo acordado.
Quero agarrar o teu mundo.
Quero pintar teu retrato,
nesta tela sem fundo.
Quero teu nome neste contrato.
Contrato que fiz com teu
ser, tua pose e teu aroma.
Quero decidir meu
destino, ou o rumo que a vida toma.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Fado
Canto o fado,
rimo letras com pêtas.
Sofro a dor do encanto.
Grito a dor de lado.
Suspiro músicas e letras,
desta vida que canto.
Viajo nas memórias
das alegrias.
Divago nas histórias,
desta vida de fantasias.
Guardo letras de profecias,
choro músicas retóricas,
desta vida de historiografias.
O fado canta tristezas.
Os versos falam de dor.
As rimas cantam vidas.
Os acordes tocam certezas,
de vidas de amor.
Com chegadas e partidas.
Grito, canto e choro,
músicas sofridas.
Músicas que as guitarras,
cantam em coro.
Melodias de feridas,
não saradas nestas farras.
rimo letras com pêtas.
Sofro a dor do encanto.
Grito a dor de lado.
Suspiro músicas e letras,
desta vida que canto.
Viajo nas memórias
das alegrias.
Divago nas histórias,
desta vida de fantasias.
Guardo letras de profecias,
choro músicas retóricas,
desta vida de historiografias.
O fado canta tristezas.
Os versos falam de dor.
As rimas cantam vidas.
Os acordes tocam certezas,
de vidas de amor.
Com chegadas e partidas.
Grito, canto e choro,
músicas sofridas.
Músicas que as guitarras,
cantam em coro.
Melodias de feridas,
não saradas nestas farras.
Chave do Meu Baú
Recordo na minha mente,
cada traço do teu corpo,
cada curva, cada sinal.
Meu coração já não sente,
a luz desse anti-corpo,
que fez de ti principal.
As ondas do mar salgado,
há muito apagaram,
as pegadas por ti deixadas.
As brisas levaram deste morgado,
as sementes que secaram.
Hoje cultivo memórias apaixonadas.
Sei e reconheço teus olhares.
Guardo teu sorriso,
tuas palavras.
Delas faço familiares.
No meu baú fechado e preciso,
guardo tuas gargalhadas.
Não te guardo rancor.
Hoje faço de ti o sol,
numa manhã cinzenta.
Agradeço sem pavor,
tudo aquilo que fizeste em prol,
desta minha vida avarenta.
cada traço do teu corpo,
cada curva, cada sinal.
Meu coração já não sente,
a luz desse anti-corpo,
que fez de ti principal.
As ondas do mar salgado,
há muito apagaram,
as pegadas por ti deixadas.
As brisas levaram deste morgado,
as sementes que secaram.
Hoje cultivo memórias apaixonadas.
Sei e reconheço teus olhares.
Guardo teu sorriso,
tuas palavras.
Delas faço familiares.
No meu baú fechado e preciso,
guardo tuas gargalhadas.
Não te guardo rancor.
Hoje faço de ti o sol,
numa manhã cinzenta.
Agradeço sem pavor,
tudo aquilo que fizeste em prol,
desta minha vida avarenta.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Tu Partiste
Nesta tarde fria,
recordo momentos tristes.
Dias de um passado por esquecer.
Nesse passado ouve também folia,
tendo mesmo alegria até que partiste.
Sem nada explicar ou dizer.
Feriste com um fundo golpe,
aquele coração que te amava.
Bateste a porta com rapidez,
com força de cavalo a galope.
Sem explicar aquilo que te intrigava,
sem exprimir sentimentos em fluidez.
Esqueceste ou nem quiseste,
saber quanto me destroçavas.
Foste egoísta e individualista.
Por não pensar o que fizeste.
Com as palavras que antes me atacavas,
fizeste musica de violinista.
Musica que cantaste,
enquanto eu chorava,
enquanto recolhia os cacos,
deste coração que maltrataste.
Destruindo tudo o que eu adorava,
por causa de um simples acto.
Outono
Chegou o tempo do frio,
chegaram as primeiras águas.
As árvores despem-se.
As praias e o sol já não têm brio.
Nos rostos vêem-se mágoas.
As pessoas vestem-se.
As alegrias do calor,
agora tornam-se memórias.
As chuvas chegaram..
Do verão ficam histórias de amor,
momentos de alegrias e vitórias.
Agora choram olhos que não choraram.
Choram os olhos de Deus,
para nos trazer as chuvas.
As folhas tristes caiem.
Chegam aves, outras dizem adeus...
As nuvens tornam-se turvas,
as estrelas, essas, não saem.
chegaram as primeiras águas.
As árvores despem-se.
As praias e o sol já não têm brio.
Nos rostos vêem-se mágoas.
As pessoas vestem-se.
As alegrias do calor,
agora tornam-se memórias.
As chuvas chegaram..
Do verão ficam histórias de amor,
momentos de alegrias e vitórias.
Agora choram olhos que não choraram.
Choram os olhos de Deus,
para nos trazer as chuvas.
As folhas tristes caiem.
Chegam aves, outras dizem adeus...
As nuvens tornam-se turvas,
as estrelas, essas, não saem.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Lisboa
Parti da província para a cidade.
Para trás deixei momentos,
alguns da infância e mocidade.
Outros felizes e outros de tormento.
Amigos deixei alguns...
Uns trago no peito comigo.
Outros não passaram de álbuns,
ou mesmo histórias que prossigo.
Adoptei como filha Lisboa.
Desta cidade fiz casa.
Hoje não sei se fiz boa
opção, tornar e voar nesta asa.
Lisboa menina e moça.
Cidade de luz e barulho.
Onde caminho pela poça,
rindo, chorando e canto orgulho.
À Deriva
Caminho por mares não navegados,
por ondas não rasgadas.
Onde navios naufragados,
foram esquecidos por noites apagadas.
Noites de lua e luar.
Bolinas fortes e fracas.
Noites por ouvir e escutar,
marinheiros com suas parcas.
Parcas que escondem rostos,
cara e faces.
Noites de vinhos e mostos,
com histórias de enlaces.
por ondas não rasgadas.
Onde navios naufragados,
foram esquecidos por noites apagadas.
Noites de lua e luar.
Bolinas fortes e fracas.
Noites por ouvir e escutar,
marinheiros com suas parcas.
Parcas que escondem rostos,
cara e faces.
Noites de vinhos e mostos,
com histórias de enlaces.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Caminhos da Vida
Caminhos estes que sigo,
encruzilhadas estas que cruzo.
Seguirei certo meu destino?
Será esta estrada que prossigo,
o encontro de metas que deduzo.
Ou apenas um erro clandestino.
Errar é humano, é uma lição,
da qual devemos tirar ensinamentos,
para melhorar e aprender.
Seguir o instinto ou o coração,
é caminhar por momentos,
é sentir sem compreender.
Quando caminhamos as estradas
da vida, por vezes perdemo-nos.
Sentimo-nos desamparados.
Quando vivemos experiências frustradas,
ganhamos forças e erguemo-nos,
como relâmpagos que não podem ser parados.
encruzilhadas estas que cruzo.
Seguirei certo meu destino?
Será esta estrada que prossigo,
o encontro de metas que deduzo.
Ou apenas um erro clandestino.
Errar é humano, é uma lição,
da qual devemos tirar ensinamentos,
para melhorar e aprender.
Seguir o instinto ou o coração,
é caminhar por momentos,
é sentir sem compreender.
Quando caminhamos as estradas
da vida, por vezes perdemo-nos.
Sentimo-nos desamparados.
Quando vivemos experiências frustradas,
ganhamos forças e erguemo-nos,
como relâmpagos que não podem ser parados.
domingo, 17 de outubro de 2010
Amar
Tenho sede de amar,
desejo de sentir nos meus
braços um corpo quente.
Que eu possa abraçar,
apertar e sentir seus sonhos,
seu desejo frequente.
Anseio um toque nos lábios,
como abelha anseia flor,
com seu pólen fresco.
Procuro com astrolábios,
a direcção certa, sem dor,
onde encontrar coração pitoresco.
Coração que seja fonte.
Que seja a metamorfose,
de dois corpos unidos.
Coração que seja ponte,
para mente sem neurose,
onde se encontrem amores perdidos.
Amores sem falhas.
Histórias sem fim.
Rimas que terminam sem dor.
Amores que rolam nas palhas,
nas areias e lençóis de cetim.
Amor esse que quero com esplendor.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Criança
Na água do lago cintilante.
No manto verde,
do campo verdejante.
Vejo criança que joga e perde.
O cantar das aves que voam.
A brisa do vento que corta,
fazem sons e ruídos que entoam.
Neste mundo ou jardim sem porta.
Todos este sons,
movimentos ou pensamentos.
Me fazem recordar dons,
que outrora tive por momentos.
Fui criança e brinquei.
Fui pequeno e cresci.
Fui criança e sonhei,
sonhos que hoje esqueci.
No manto verde,
do campo verdejante.
Vejo criança que joga e perde.
O cantar das aves que voam.
A brisa do vento que corta,
fazem sons e ruídos que entoam.
Neste mundo ou jardim sem porta.
Todos este sons,
movimentos ou pensamentos.
Me fazem recordar dons,
que outrora tive por momentos.
Fui criança e brinquei.
Fui pequeno e cresci.
Fui criança e sonhei,
sonhos que hoje esqueci.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
« Amor do Passado »
Olho para trás e que vejo?
O tempo passado.
Uns lábios que já não beijo,
uma paixão e amor fracassado.
Olho para trás e que cheiro?
Cheiro teu aroma no ar envolvente.
Cheiro movimentos por inteiro,
desta tua passagem deprimente.
Deste asas a uma ave,
ensinaste outras a voar.
Tornaste o áspero suave.
Deixaste-me a planar.
Contigo viajei por terras
desconhecidas e estranhas.
Por ti domestiquei feras,
a ti amei até ás entranhas.
Amei ou pensava amar.
Via ou pensava ver.
Cheirava ou pensava cheirar,
teu coração queria ou pensava ter.
Hoje sei os erros que cometi.
Sei as falhas que tiveste.
Agora sei porque te perdi.
Não entendo porque não me quiseste.
« Pessoas »
Olhares alegres e cintilantes.
Outros tristes e magoados.
Outros ainda distantes.
Outros de solidão afogados.
Faces jovens e interessantes.
Rostos mais velhos ou idosos.
Alguns de olhares brilhantes,
outros com olhares preguiçosos.
Cabelos louros, castanhos,
outros já brancos ou cinzentos.
Sonhos jovens e estranhos,
outros que carregam sofrimentos.
Estas são as pessoas, os seres,
que por aqui vagueiam.
Estes são meus pareceres,
estes são pensamentos que anseiam.
Outros tristes e magoados.
Outros ainda distantes.
Outros de solidão afogados.
Faces jovens e interessantes.
Rostos mais velhos ou idosos.
Alguns de olhares brilhantes,
outros com olhares preguiçosos.
Cabelos louros, castanhos,
outros já brancos ou cinzentos.
Sonhos jovens e estranhos,
outros que carregam sofrimentos.
Estas são as pessoas, os seres,
que por aqui vagueiam.
Estes são meus pareceres,
estes são pensamentos que anseiam.
sábado, 9 de outubro de 2010
A Chuva Cai
Olho pela janela,
vejo a noite escura.
A chuva cai silenciosa.
Meu coração iluminado por vela,
escuta a verdade obscura,
nas gotas de água preciosa.
Aos poucos vou ouvindo,
os sussurros do vento.
Vou ouvindo a trovoada,
me dizendo, falando e rindo.
Deste meu tormento,
ou desta visão enevoada.
Como se deuses batessem
com mais força no seu palco.
Um relâmpago rasga o céu.
Mesmo que não me interessem,
as verdades claras como talco.
A noite faz-me reviver apogeu.
Lá fora a chuva acalma.
Aos poucos a lua regressa.
Em simultâneo, meu coração
volta a bater com mais calma.
Minha mente esquece o que não interessa,
a noite devolve-me a solidão.
vejo a noite escura.
A chuva cai silenciosa.
Meu coração iluminado por vela,
escuta a verdade obscura,
nas gotas de água preciosa.
Aos poucos vou ouvindo,
os sussurros do vento.
Vou ouvindo a trovoada,
me dizendo, falando e rindo.
Deste meu tormento,
ou desta visão enevoada.
Como se deuses batessem
com mais força no seu palco.
Um relâmpago rasga o céu.
Mesmo que não me interessem,
as verdades claras como talco.
A noite faz-me reviver apogeu.
Lá fora a chuva acalma.
Aos poucos a lua regressa.
Em simultâneo, meu coração
volta a bater com mais calma.
Minha mente esquece o que não interessa,
a noite devolve-me a solidão.
O poder de um Momento
Na empatia de um olhar.
Na troca de uma conversa.
Nas recordações de alguns dias,
fantásticos com esperanças de amar.
Guardo nesta mente perversa,
sintomas de amor e fantasias.
Contigo dividi momentos,
de ti, guardo recordações.
Dias de muita alegria.
Hoje tenho-te nos meus pensamentos.
No meu coração e emoções.
Teu amor de minha mente é cria.
Foram poucos, mas bons...
Não foram os suficientes,
os momentos em conjunto.
Na música ouvi teu tons.
No teu ar respirei inconsciente,
os sinais de amor que junto.
Os teus olhos descrevem,
tristeza e saudade.
Teu corpo inspira carinho.
Meus pensamentos prescrevem,
falta de amor ou felicidade.
Nessa tua vida ou teu ninho.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Dedicado à Raquel
Um dia conheci,
um tipo simpático,
que se tornou meu amigo.
As suas atitudes percebi,
seus gestos de fanático,
avaliei e guardei comigo.
Talvez tivesse tanto,
de fanático quanto eu.
Talvez procurasse um novo mundo.
Mundo este de encanto,
onde facilmente percebeu,
que entrava num buraco sem fundo.
Fomos vivendo e conhecendo.
Nele me fui apoiando,
nas suas convicções e certezas.
Ele foi-me conhecendo e convencendo.
Que a vida se levava brincando.
Mesmo com as nossas fraquezas.
Depois eu parti.
Regressei ás origens .
Ele foi ficando.
Mais tarde senti,
necessidade, dor ou vertigens,
de regressar brincando.
Quando voltei, encontrei
um ser crescido.
Que queria amar.
Queria o que eu imaginei.
Queria ser percebido,
ser ouvido e o mundo abraçar.
Logo entendi que encontrou,
aquilo que procurava.
Encontrou a mulher,
da vida que sonhou,
ou mesmo que amava.
Ao Rui se juntou a Rebeca.
Os dois foram vivendo.
Os dois foram-se amando.
Da fusão nasceu uma boneca,
que aos poucos vai crescendo,
e aos pouco vai andando.
Boneca, princesa ou Raquel.
È esse seu nome.
Seu destino ou certeza.
Criada por amor fiel,
amor que bebe e come,
com carinho e franqueza.
Parabéns no teu primeiro ANIVERSÁRIO.
um tipo simpático,
que se tornou meu amigo.
As suas atitudes percebi,
seus gestos de fanático,
avaliei e guardei comigo.
Talvez tivesse tanto,
de fanático quanto eu.
Talvez procurasse um novo mundo.
Mundo este de encanto,
onde facilmente percebeu,
que entrava num buraco sem fundo.
Fomos vivendo e conhecendo.
Nele me fui apoiando,
nas suas convicções e certezas.
Ele foi-me conhecendo e convencendo.
Que a vida se levava brincando.
Mesmo com as nossas fraquezas.
Depois eu parti.
Regressei ás origens .
Ele foi ficando.
Mais tarde senti,
necessidade, dor ou vertigens,
de regressar brincando.
Quando voltei, encontrei
um ser crescido.
Que queria amar.
Queria o que eu imaginei.
Queria ser percebido,
ser ouvido e o mundo abraçar.
Logo entendi que encontrou,
aquilo que procurava.
Encontrou a mulher,
da vida que sonhou,
ou mesmo que amava.
Ao Rui se juntou a Rebeca.
Os dois foram vivendo.
Os dois foram-se amando.
Da fusão nasceu uma boneca,
que aos poucos vai crescendo,
e aos pouco vai andando.
Boneca, princesa ou Raquel.
È esse seu nome.
Seu destino ou certeza.
Criada por amor fiel,
amor que bebe e come,
com carinho e franqueza.
Parabéns no teu primeiro ANIVERSÁRIO.
Memórias de um Amor
Gostava de reviver,
todos os momentos de felicidade,
que dividi com a tua alma.
Queria voltar a ter...
Teus carinhos sem ansiedade,
teus beijos com toda a calma.
Tenho fome do teu olhar.
Sede do teu cheiro
e desejo dos teus carinhos.
No horizonte azul vou recordar.
Todos os momentos, por inteiro.
Todos os momentos que rimos.
Contigo nadei nas nuvens brancas.
Contigo viajei nas noites de luar.
Contigo cheirei as estrelas.
Contigo divido histórias francas,
histórias lindas de embalar.
As quais hoje escrevo, para não perde-las.
És fonte de rio que chega ao mar.
És luz num túnel sem fim.
Es o sorriso e a alegria.
Foste quem me fez amar.
Foste a flor e o cheiro a jasmim.
Hoje és pura recordação e fantasia.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Infância
Ontem era uma falsidade,
hoje tento ser eu.
Em tempos passados sofri.
Mesmo sabendo que existia felicidade,
que o escuro não era breu,
muito menos a vida que perdi.
Não quero olhar o passado,
quero erguer a cabeça,
e ver o futuro ou mesmo o presente.
Não penso em destino traçado,
ou muito menos nesta peça
que teatro de vida consente.
Ou que passado não é abraçado.
Tenho pena deste mundo,
do qual escrevo com receio,
de ser poço sem fundo.
Olho atrás, que vejo?
Ninho sem ovos, fruta sem flor!
Ou mesmo doce salgado.
Mundo com amor sem beijo,
paixão com alegrias e dor.
Ou mesmo curral sem gado.
Em tempos perdi meu rebanho,
perdi minhas ovelhas,
perdi quem as guiava.
Nas águas em que tomei banho,
hoje conto histórias velhas.
De um passado que fantasiava.
Tenho pena deste mundo,
do qual escrevo com receio,
de ser poço sem fundo.
Sonhei vidas e futuros.
Sonhei histórias de fadas,
ou mesmo contos de fantasia.
Em contos sonhados, hoje obscuros,
tento encontrar vidas sonhadas,
e histórias contadas.
Será dor, receio ou medo!
Isto que guardo dentro de mim.
Desta vida que relato.
Que todos apontam com dedo,
e julgam sem fim,
este meu lado lato.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Minha Sombra
Gostarei eu da minha sombra,
sentirei eu aquele amor,
pelo meu próprio eu.
Será medo do passado que me assombra,
este pensamento de rancor.
Por uma infância sem apogeu.
Recordo a infância,
de um ser que não gosto.
Sinto mágoa do passado,
vivido sem carinho e com arrogância.
No amor por mim, não aposto,
dele tudo que guardo é fracassado.
Será sombra, será gente?
Serei eu noutra vida,
ou serei eu num estado demente.
Infância sem luz, sem brilho.
Sem alegria e com desprezo,
lamentando existir.
Da qual raras vezes me senti filho.
Onde hoje me possa sentir preso,
antes de sair ou partir.
Como sol que desperta,
atrás das nuvens escuras.
Como chuva que cai e não molha.
Assim parto á descoberta,
de vida nova com alegrias futuras.
Dizendo apenas adeus numa folha.
Será sombra, será gente?
Serei eu noutra vida,
ou serei eu num estado demente.
Folha do Outono que seca,
com raios de sol que se foram.
Andorinha que parte no Verão.
Livro ou história de biblioteca.
Gotas de orvalho que evaporam,
nesta vida que relato de sofri-dão
.
domingo, 3 de outubro de 2010
Saudade de um Sonho
Sinto-me triste, só e abandonado,
por este mundo cruel e injusto.
Estarei a viver meus sonhos acordado,
ou apenas a pagar tudo com muito custo.
Será este o preço da inexperiência,
de uma vida que tenho que pagar?
Não quero mais viver sem amar,
muito menos com esta ausência.
Sinto no vento um sopro de solidão.
Na brisa do mar vejo que perdi,
dádivas de uma vida, que não aprendi
a segurar ou a agarrar com prontidão.
Falo de aprender a agarrar os sonhos,
falo de como não os agarrei.
Falo de seres sós e tristonhos,
que não agarraram o amor que lhes dei.
Meus sonhos foram construídos,
em betão, mas também na solidão.
Mesmo em betão foram destruídos.
Mesmo tão fortes ruíram e ruirão.
Construí ideias fixas nas nuvens.
Queria ser gente e poder voar.
Sobre as aguas do mar, poder andar.
Ou mesmo adivinhar de onde vens.
Sobre as marcas por ti deixadas
na areia por onde caminhavas.
Pelas brisas por ti, abraçadas
queria adivinhar quem amavas.
Ai...se eu pudesse! Gritar,
saltar, correr ou até mesmo rastejar.
Ai...se eu pudesse! Que voltasses a amar,
a desejar, a querer comigo festejar.
Guardo-te no meu baú secreto.
Prendo-te no meu coração,
que por ti, espera ser reaberto,
com a chave do teu amor e tua paixão.
Ninho da Vida
Quero escrever e sinto me bloqueado,
não consigo pensar ou raciocinar,
em qualquer tema com significado.
Apenas me ocorrem palavras a voar.
Será minha mente que voa,
por outros universos!
Ou estarei simplesmente a toa.
sem caminho nos meus versos.
Serão os meus versos ou a minha vida?
Que se encontra sem caminho.
Será a magoa vivida e sofrida
que se começa a aninhar neste ninho.
Ninho construído por palhas de dor,
erguido sobre troncos de tristeza.
Que se reflecte na falta de amor,
ou voz que grita com firmeza.
Ninho onde escondo mágoas,
lágrimas, pensamentos e fraquezas.
Ninho construído de sonhos, fábulas,
desamor e muitas incertezas.
Quero tornar esses sentimentos,
livres e maduros, para poderem voar.
Voar sem deixarem arrependimentos
sábado, 2 de outubro de 2010
As aventuras da Restauração!
Sou um profissional da área e gosto de ver e presenciar o que se pratica por aí, mesmo sendo as mais altas barbaridades do sector.
Hoje fui conhecer e analisar os restaurantes da baixa de Lisboa, uma das maiores aberrações do conceito serviço e qualidade que podemos identificar dentro de um serviço que deveria expor os nossos conceitos de serviço na área de comidas e bebidas em Portugal aos estrangeiros que nos visitam.
Quero-vos relatar a minha experiência, sucedida naquilo que podemos apelidar de um espaço multi culturas, onde temos entre empregados e clientes, nada mais nada menos que os cinco continentes.
Começando pelos empregados, numa das ruas mais turisticamente frequentadas de Lisboa, identificamos claramente a presença de todas aquelas civilizações que podemos designar por desenvolvidas e de terceiro mundo.
Na frente do restaurante podemo-nos debater com as mais vastas apresentações, desde Brasileiros, a Portugueses ou mesmo Croatas ou Ucranianas a fazerem o trabalho daquilo que na restauração chamamos de « Hoster», para quem não conhece o termo, são simplesmente pessoas que apresentam o espaço ou o conceito e tentam captar clientes.
Como achei caricato decidi embalar numa das aventuras do palato, podendo identificar as mais variadas divergências da cultura Portuguesa, num restaurante que se designa por cozinha típica Portuguesa.
O meu pedido:
Sopa Alentejana- 2,95€
Bife a Portuguesa- 12,80€
Vinho Quinta de Cabriz tinto. 0,75cl- 12,90€
Leite Creme- 3,80€
Café- 1,20€
Para começar em beleza a sopa supostamente alentejana, era nada mais nada menos que uma açorda, feita com papo secos. ( Gostaria de saber em que zona do Alentejo se fazem aquelas sopas) Já para não falar das três lascas de presunto do Continente que nos apresentam como entrada e pelas quais nos cobram 5,50€, voltando a falar na sopa, esta que nos servem numa malga de inox, como se tratasse de comida para cães ou presidiários, não desfazendo de ambos.
De seguida o bife à Portuguesa pedido transforma-se numa costeleta de Novilho, aconselhada pelo suposto dono do restaurante, como se nos dissesse,( o bife não presta, coma antes a costeleta de Novilho) sem querer contrariar o sr. e me arriscar a comer um bife, passado da validade, segui o seu conselho.
Pergunto eu na maior das ignorâncias se há alguma costeleta guarnecida de batatas fritas que valha 12,80€?
Não querendo apontar os 1,50€ cobrados por um papo seco.
Não querendo ser racista ou xenófobo passaram pela minha mesa, um português , um Brasileiro, um Nepalês ou Bangladeche e uma Croata ou Ucraniana , dos quais um ou dois falavam Português ou Inglês.
Será esta imagem que queremos passar aos estrangeiros que nos visitam?
Não querendo roubar mais do vosso preciso tempo, será este um jantar que vale 40,65€?
Talvez seja necessário avaliar a restauração Portuguesa...
P.S. Não querendo ser mauzinho, não vão ao « Torremolinos » na rua Portas de Santo Antão nº 62
Hoje fui conhecer e analisar os restaurantes da baixa de Lisboa, uma das maiores aberrações do conceito serviço e qualidade que podemos identificar dentro de um serviço que deveria expor os nossos conceitos de serviço na área de comidas e bebidas em Portugal aos estrangeiros que nos visitam.
Quero-vos relatar a minha experiência, sucedida naquilo que podemos apelidar de um espaço multi culturas, onde temos entre empregados e clientes, nada mais nada menos que os cinco continentes.
Começando pelos empregados, numa das ruas mais turisticamente frequentadas de Lisboa, identificamos claramente a presença de todas aquelas civilizações que podemos designar por desenvolvidas e de terceiro mundo.
Na frente do restaurante podemo-nos debater com as mais vastas apresentações, desde Brasileiros, a Portugueses ou mesmo Croatas ou Ucranianas a fazerem o trabalho daquilo que na restauração chamamos de « Hoster», para quem não conhece o termo, são simplesmente pessoas que apresentam o espaço ou o conceito e tentam captar clientes.
Como achei caricato decidi embalar numa das aventuras do palato, podendo identificar as mais variadas divergências da cultura Portuguesa, num restaurante que se designa por cozinha típica Portuguesa.
O meu pedido:
Sopa Alentejana- 2,95€
Bife a Portuguesa- 12,80€
Vinho Quinta de Cabriz tinto. 0,75cl- 12,90€
Leite Creme- 3,80€
Café- 1,20€
Para começar em beleza a sopa supostamente alentejana, era nada mais nada menos que uma açorda, feita com papo secos. ( Gostaria de saber em que zona do Alentejo se fazem aquelas sopas) Já para não falar das três lascas de presunto do Continente que nos apresentam como entrada e pelas quais nos cobram 5,50€, voltando a falar na sopa, esta que nos servem numa malga de inox, como se tratasse de comida para cães ou presidiários, não desfazendo de ambos.
De seguida o bife à Portuguesa pedido transforma-se numa costeleta de Novilho, aconselhada pelo suposto dono do restaurante, como se nos dissesse,( o bife não presta, coma antes a costeleta de Novilho) sem querer contrariar o sr. e me arriscar a comer um bife, passado da validade, segui o seu conselho.
Pergunto eu na maior das ignorâncias se há alguma costeleta guarnecida de batatas fritas que valha 12,80€?
Não querendo apontar os 1,50€ cobrados por um papo seco.
Não querendo ser racista ou xenófobo passaram pela minha mesa, um português , um Brasileiro, um Nepalês ou Bangladeche e uma Croata ou Ucraniana , dos quais um ou dois falavam Português ou Inglês.
Será esta imagem que queremos passar aos estrangeiros que nos visitam?
Não querendo roubar mais do vosso preciso tempo, será este um jantar que vale 40,65€?
Talvez seja necessário avaliar a restauração Portuguesa...
P.S. Não querendo ser mauzinho, não vão ao « Torremolinos » na rua Portas de Santo Antão nº 62
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